O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que "depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar". A resposta do presidente aconteceu após ele ser questionado por jornalistas se faria um novo exame para detectar coronavírus.
"Depois da facada, não vai ser gripezinha que vai me derrubar, não. Tá OK? Se o médico ou o Ministério da Saúde recomendar um novo exame, eu farei. Caso contrário me comportarei como qualquer um de vocês aqui presente", declarou Bolsonaro, em referência aos sintomas do novo coronavírus, que provocou uma pandemia e milhares de mortos.
Bolsonaro já fez dois exames para detectar o novo coronavírus, e segundo ele, ambos foram negativos. Ao menos 20 pessoas próximas ao presidente, que estiveram com ele em missão oficial nos Estados Unidos foram infectadas pelo vírus.
Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta sexta, há 904 casos confirmados da doença e 11 mortes em decorrência do coronavírus.
"Eu sou uma pessoa especial pela função que ocupo, obviamente. Mas fiz dois exames, minha família fez também. E deram negativo. Se o médico da presidência ou o ministro da Saúde achar que eu devo fazer, sem problema nenhum. Várias pessoas ao meu lado tiveram positivo", declarou Bolsonaro.
EXAME.
Bolsonaro foi questionado se publicará seu exame para dar transparência a essa informação. O presidente não respondeu. Mandetta disse que o exame é particular de cada paciente e que é uma opção individual divulgá-lo ou não. Ele, porém, estaria sendo monitorado pelos médicos desde o último dia 11 de março.
Bolsonaro tem 64 anos e faz parte do grupo de risco da doença, cuja maior letalidade é entre os idosos.
No início do dia, ele disse também que não há nenhum problema entre os governos do Brasil e da China e que pode entrar em contato com o governo chinês para pedir auxílio no combate à pandemia..