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Bolsonaro diz que não há motivo para pânico e anuncia 'voucher'

Por Pedro Rafael VilelaAgência Brasil |
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Mascarados. Coletiva à Imprensa do Presidente da República, Jair Bolsonaro e Ministros de Estado, nesta quarta-feira à tarde, no Palácio do Planalto, em Brasília
Mascarados. Coletiva à Imprensa do Presidente da República, Jair Bolsonaro e Ministros de Estado, nesta quarta-feira à tarde, no Palácio do Planalto, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil preocupa o governo, mas pediu o empenho da população para seguir as orientações das autoridades e evitar o clima de pânico no país.

"Primeiro, também diria que o pânico não leva a lugar nenhum. Repito que o momento é de grande preocupação, é de grande gravidade, mas devemos evitar que esse clima chegue a nós, adotando essas medidas", afirmou durante coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto, ao lado de oito ministros. Todos estavam usando máscaras.

"Teremos dias difíceis, dias duros pela frente. Agora, serão menos difíceis se cada um de vocês se preocupar consigo, com seus parentes e com os seus amigos. Somente dessa forma, seguindo os preceitos ditados pelo Ministério da Saúde, como, em primeiro lugar, medidas básicas de higiene, nós podemos alongar a curva da infecção, e de modo que nós, Poder Executivo, através dos nossos meios, hospitais e demais órgãos de saúde, atender aqueles que necessitarem, e atender com qualidade".

ECONOMIA.

Para proteger os trabalhadores informais, as pessoas sem assistência social e a população que desistiu de procurar emprego, o governo distribuirá vouchers (cupons) por três meses, anunciou há pouco o ministro da Economia, Paulo Guedes. A medida consumirá R$ 15 bilhões - R$ 5 bilhões por mês - e terá como objetivo, segundo o ministro, amparar as camadas mais vulneráveis à crise econômica criada pela pandemia de coronavírus. O benefício terá valor equivalente ao do Bolsa Família e começará a ser distribuído nas próximas semanas. Atualmente, o Bolsa Família paga de R$ 89 a R$ 205 por mês às famílias. Guedes disse que o benefício poderá ser retirado na Caixa, nas agências do INSS ou por meio de aplicativo. O ministro explicou que os R$ 15 bilhões virão do espaço fiscal a ser aberto no Orçamento da União pelo decreto de estado de calamidade pública..

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