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Joarez Filho abre projeto 'Mãos à Obra' com obra na capa desta edição

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 3 min
arte
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Cordas, mangueiras, rebites, tecidos usados... O desafio: dar harmonia estética à mistura. Esse é o projeto de Joarez Filho, artista plástico de São José. Sua obra estampa a capa da edição de OVALE neste final de semana.

Unidos na tela, pintados de preto e depois de vermelho, os elementos representam a ocorrência, o B.O., e a força do soldado diante do acontecimento.

A obra integra o projeto "Mãos à obra", lançado oficialmente neste final de semana por OVALE em parceria com a galeria Victor Hugo, no shopping Colinas, em São José dos Campos. Nele, artistas unidos em torno de uma causa: arrecadar verba para o Gacc (Grupo de Assistência à Criança com Câncer), hospital de referência em São José (leia mais nas páginas 2 e 3 desta edição).

"'Guerreiros do fogo' nasceu sobre três pilares: sustentabilidade, uma vez que reaproveito materiais que seriam descartados; história, já que cada peça usada na obra passou por situações reais de incêndio, foram queimadas e estão empoeiradas; por fim, heroísmo, uma homenagem aos bombeiros, profissionais que se colocam em situação de risco para salvar a vida do outro", comentou Joarez.

Ainda que faça parte de um projeto pessoal - cujas exposições, com outros 20 trabalhos, devem ocorrer oficialmente no próximo ano - o quadro em questão foi feito exclusivamente para o "Mãos a Obra".

ARTE DEMOCRÁTICA.

O projeto nasceu a partir da iniciativa "Arte n'OVALE", que desde o início do ano publica obras e artistas nas edições de final de semana do jornal.

"O 'Arte N'OVALE' foi criado para trazer para as nossas páginas o melhor da arte regional. Agora, a ideia é a arte do amor ao próximo e da solidariedade", disse o editor-chefe Guilhermo Codazzi.

"Mãos à Obra" conta com cerca de 70 obras doadas por artistas, muitos da região do Vale do Paraíba, e que serão expostas e leiloadas a partir do dia 26 na plataforma Arremate. O custo de alguma das peças parte de R$ 100 o lance, e o valor final poderá ser parcelado em até três vezes.

"A arte é para todos. Prova disso são os movimentos artísticos que surgiram naturalmente, como a arte urbana. Todos podem produzir e apreciar. A arte se autodefine", afirmou Victor Hugo, proprietário da galeria parceira.

Segundo ele, ao menos dez peças que estarão à venda são verdadeiros "achados" por seu valor de mercado, que pode chegar a R$ 30 mil.

"Será uma excelente oportunidade para colecionadores, mas também para aqueles que sempre quiseram ter uma obra bonita em casa", disse ele.

União.

Segundo Cristina Demétrio, artista plástica e uma das coordenadoras do projeto, a ação contribuiu ainda para unir artistas da região e dar visibilidade ao trabalho de todos.

"Percebi que esse network entre os profissionais da área era necessário. Estávamos cada um em um canto, produzindo de forma solitária e acumulando trabalhos. O 'Mãos à obra' abriu a oportunidade de união. Hoje, um conhece a arte do outro e todos dialogam... Além de que abriu para nós um mercado novo, nacional, uma vez que o projeto ganhou o respaldo de uma galeria já reconhecida", completou.

Serão, ao todo dez obras reproduzidas na capa do jornal sempre nas edições de final de semana. E a galeria Victor Hugo fica na av. São João, 2200..

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