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Líderes criticam Trump sobre a ida da embaixada para Jerusalém

Por Leandra FelipeAgência Brasil |
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Pressão. Os palestinos em Rafah protestam contra Donald Trump
Pressão. Os palestinos em Rafah protestam contra Donald Trump

Líderes do mundo inteiro se manifestaram ontem sobre a decisão do governo Trump de transferir a Embaixada dos Estados Unido de Tel-Aviv para Jerusalém. Mesmo antes do anúncio oficial do presidente, a maioria, exceto Israel, afirmou que uma mudança de status de Jerusalém deveria ser fruto de negociação e acordo. O papa Francisco disse estar profundamente preocupado e pediu respeito às resoluções das Nações Unidas sobre o que Jerusalém representa.

"Jerusalém é uma cidade única, santa para judeus, cristãos e muçulmanos. Um dos lugares sagrados para todas as religiões e uma cidade que tem vocação especial para a paz", declarou Francisco.

A imprensa americana divulgou que anteontem Trump teria conversado por telefone, tanto com o líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbás, quanto com o rei da Jordânia, Abdullah Segundo.

De acordo com a Casa Branca, Trump vai frisar que as fronteiras israelenses estarão sujeitas a uma negociação final com palestinos. Mesma assim, antes do anúncio formal, já houve reações duras na região. A notícia causou revolta nas ruas da Cisjordânia, onde facções convocaram três dias de fúria. Na Faixa de Gaza, palestinos incendiaram bandeiras americanas e israelenses.

O representante do Estado Palestino no Reino Unido, Manuel Hassassian, disse hoje, em uma entrevista em Londres à rede BBC, que se os Estados Unidos realmente reconhecerem Jerusalém como capital de Israel, os palestinos vão receber o anúncio como uma declaração de guerra contra os muçulmanos.

Com a decisão, os Estados Unidos se tornarão o único país do mundo que reconhece Jerusalém como capital de Israel, onde nenhuma nação tem sua embaixada..

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