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Brasil não vai arcar com a saída de cubanos, diz Occhi

Por Maiana DinizAgência Brasil |
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Nova data. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi
Nova data. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse nesta segunda-feira que o governo brasileiro não vai arcar com os custos de logística e transporte da saíde dos mais de 8 mil médicos cubanos que estavam atuando no país. "Pelo acordo, todos eles teriam direito ao retorno, a passagens, a férias e tudo o mais. Agora, como essa decisão partiu unilateralmente do governo cubano, que comunicou a Opas [Organização Pan-americana de Saúde}, que nos comunicou, essa despesa toda é do governo cubano", disse, em entrevista coletiva sobre o novo edital do programa Mais Médicos.

Segundo Occhi, a FAB (Força Aérea Brasileira) e o governo federal não vão participar do processo de saída dos médicos cubanos, o que, segundo ministro, cabe ao governo de Cuba.

Na semana passada, o Ministério da Saúde recebeu um comunicado da Opas informando que o governo cubano vai deixar de participar do programa Mais Médicos. A justificativa do governo de Cuba é que as exigências feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, são "inaceitáveis" e "violam" acordos anteriores. Bolsonaro disse que a permanência dos cubanos no programa estaria condicionada à realização do Revalida, garantia de que os profissionais recebam o salário integral pelo trabalho e que tivessem a liberdade de trazer suas famílias..

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