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Alvo de epidemia, RMVale sofre 'apagão' no tratamento ao crack

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 2 min
crack é possível vencer
crack é possível vencer

A RMVale oferece só 2,55% das vagas em comunidades terapêuticas necessárias para tratar dependentes de crack e drogas similares. Coordenado pelo Ministério da Justiça, o programa 'Crack, é possível vencer' revela que 6 de 16 cidades da região pesquisadas oferecem 299 vagas para internação de dependentes químicos.

O número é baixo diante da estimativa de 11,7 mil usuários de crack nos 16 municípios, segundo estatística da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, que aponta índice de 0,54% da população usando regularmente o crack.

No grupo de municípios da região, há ainda 22 unidades de Caps (Centros de Atenção Psicossocial), mais 15 de Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e quatro especializadas em população de rua, que atendem, direta ou indiretamente, dependentes químicos e seus familiares.

Na região, segundo o Observatório do Crack do governo federal, os municípios de São José, Caçapava, Cunha, Guaratinguetá, Cruzeiro e Ubatuba oferecem vagas em comunidades terapêuticas. Quem melhor faz a lição de casa é Guará, com 169 vagas, 26,13% dos cerca de 640 usuários. São José aparece com 80 vagas, 2,13% diante da demanda estimada em 3,7 mil dependentes.

Taubaté e Jacareí não oferecem vagas em comunidades terapêuticas, segundo o Observatório, embora tenham aproximadamente de 1,6 mil e 1,2 mil usuários de crack, respectivamente. O quadro fica pior quando a CNM (Confederação Nacional dos Municípios) revela, em pesquisa, que o uso do crack é problema em 30 dos 39 municípios da RMVale. A 'taxa de infestação' é classificada como alto e médio em 22 deles.

OUTRO LADO.

A Prefeitura de Taubaté informou que mantém uma unidade de acolhimento para adultos, inaugurada há um ano. Ela recebe usuários de crack em fase de ressocialização. As internações são feitas em hospitais. No primeiro quadrimestre do ano, comparado ao de 2016, os atendimentos no Caps AD (Álcool e Drogas) subiram 16,73%, de 5.546 para 6.474.

A Prefeitura de São José não contestou a pesquisa. A pasta de Apoio Social ao Cidadão informou que a cidade conta com cinco Creas e sete abrigos, que atendem, em média, 200 pessoas em situação de rua, muitas delas com dependência química.

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