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Após sabatina, Câmara aprova Nara Fortes como nova reitora da Unitau

Por Da redação@jornalovale |
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Sabatina. Jean Soldi (futuro vice-reitor) e Nara Fortes (futura reitora)
Sabatina. Jean Soldi (futuro vice-reitor) e Nara Fortes (futura reitora)

A Câmara aprovou nessa segunda-feira a indicação do prefeito Ortiz Junior (PSDB) para que Nara Fortes seja a nova reitora da Unitau (Universidade), com Jean Soldi de vice-reitor.

A aprovação, por unanimidade, ocorreu após sabatina com os dois candidatos da chapa, escolhida pelo tucano a partir da lista tríplice - as três chapas eram encabeçadas por nomes ligados ao grupo que comanda a universidade há 12 anos.

Aos vereadores, Nara disse ser contra o projeto do campus unificado - ela aposta em três campus, que concentrem humanas, exatas e biológicas. Defendeu a modernização de infraestrutura e tecnologia, e a venda de imóveis para obter receita para investimentos.

Nara disse que pretende rever as fundações universitárias - as que não forem autossuficientes serão extintas - e que os pró-reitores serão escolhidos por critérios técnicos.

Para os servidores, as promessas são plano de carreira, incorporação do abono aos salários e reclassificação de professores.

A posse está prevista para o dia 3 de julho. O mandato tem duração de quatro anos.

PERFIL.

Nara Fortes está na Unitau desde 1993. Ingressou como professora no Departamento de Agronomia. Desde 2002, preside a Copesa (Comissão Permanente de Seleção Acadêmica), setor responsável pelos vestibulares. Atualmente é pró-reitora de Graduação.

Jean Soldi ingressou na Unitau em 2003, como professor de Direito. É secretário de Negócios Jurídicos desde o início do governo Ortiz, em 2013.

POLÊMICA.

Antes da sabatina, houve uma discussão entre parte dos vereadores. O motivo: o trecho da lei orgânica sobre o tema, alterado em 2017, dá margem a interpretações diferentes.

Para parte dos parlamentares, por exemplo, deveriam ser ouvidos também os outros dois candidatos da lista tríplice: Francisco José Grandinetti e Mário Pellogia. Eles também entendiam que a lei orgânica não prevê votação após a sabatina. O presidente da Casa, Diego Fonseca (PSDB), afirmou que, diante da "redação errônea" que dá margem a "uma dupla interpretação", optou pela "simetria federativa". Ou seja, tomou como base as regras das sabatinas feitas no Congresso Nacional..

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