Num acordo multibilionário, a Disney confirmou na tarde de quinta-feira (14) a compra de parte dos negócios da Twenty-First Century Fox por US$ 52,4 bilhões (cerca de R$ 157 bilhões).
Segundo os termos, a empresa adquiriu ativos significativos, tais como os estúdios onde são produzidos blockbusters, a Fox Searchlight Pictures, a Fox 2000, os estúdios de TV e os negócios internacionais de TV a cabo.
Com a negociação, a Disney promete aumentar seu poder de fogo na competição contra a Netflix e a Amazon - a empresa deve lançar em 2019 seu serviço de streaming.
A movimentação deve, aliás, mudar a cara de Hollywood e do setor mundial de mídia, que está passando por uma digitalização.
Aliás, vale salientar que, ao adquirir a Fox, a Disney abochanha marcas como "Planeta dos Macacos", "Avatar", "Deadpool", "X-Men", "Quarteto Fantástico" e as animações "A Era do Gelo" e "Rio" e "Os Simpsons" (sim, eles acertaram de novo, veja acima!).
Mudanças.
O acordo encerra mais de 50 anos de expansão do império de Rupert Murdoch, 86 anos, que transformou o jornal australiano que herdou de seu pai em um dos maiores e mais importantes conglomerados de notícias e filmes.
O atual presidente da Disney, Bob Iger, 66, vai estender seu mandato até o final de 2021 para supervisionar a integração das companhias.
Fãs de super-herois devem se preparar. A negociação pode refletir em mudanças fundamentais nos próximos filmes da Marvel - hoje sob controle da Disney.
A Fox tem a gestão de algumas histórias. Com a fusão, haverá a possibilidade, por exemplo, de Wolverine ser visto num filme de "Os Vingadores".
Já quem curte "Deadpool" não deve ficar otimista. O humor do personagem é completamente oposto aos planos de filmes familiares da Disney para os próximos anos.
Vamos aguardar....