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Netflix lança 'blockbuster' e aquece debate de streaming contra cinema

Por Da Redação@jornalovale |
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Sucesso. Will Smith, convidado da Netflix para divulgação de 'Bright', que estreia dia 22
Sucesso. Will Smith, convidado da Netflix para divulgação de 'Bright', que estreia dia 22

Um dos principais eventos geeks do país, CCXP (Comic Con Experience), que acabou domingo (10), em São Paulo, contou com público de 227 mil pessoas - um crescimento de 30% em relação a 2016 -, consolidando-se como a maior Comic Con do mundo.

Um dos convidados mais aguardados desta vez foi Will Smith, astro que veio ao Brasil a convite da Netflix para lançar "Bright", novo longa do serviço de streaming, que estreia já no próximo dia 22 de dezembro com a promessa de ser um "blockbuster" para ser assistido no conforto de casa.

Acompanhado do ator Joel Edgerton e do diretor David Ayer, o Smith revelou que a preparação para o filme incluiu um treinamento intenso com a polícia de Los Angeles, com direito ao acompanhamento de uma operação do FBI (unidade da polícia e serviço de inteligência norte-americanos).

Na trama, Smith vive um policial em um mundo futurista, onde humanos convivem com seres fantásticos (orcs, elfos e fadas). Mas, alguns desses seres são mais aceitos pela sociedade do que outros - é o caso dos orcs, que são marginalizados.

"O filme é uma mistura de 'Dia de Treinamento' (2001) e 'O Senhor dos Aneis' (2001)", brincou o ator sobre o tom da produção.

Papo sério.

Ainda que divertido, o longa aborda uma séria questão: o racismo. "A violência é um tema do filme, uma vez que muros são uma forma de violência. Eles separam as pessoas fisicamente de seus sonhos", afirmou Ayer. "A fantasia é uma forma de tocar em assuntos espinhosos, que as pessoas normalmente não querem ouvir", continuou.

Smith, que afirmou ter crescido testemunhando a violência policial, disse que foi curioso dar voz ao seu personagem. "Como um homem negro, foi interessante interpretar um policial racista em relação aos orcs", disse. Já Edgerton - que faz o papel de um orc marginalizado - completou reconhecendo ter sentido o que "nunca sentiria na vida".

Famoso por produções como "Um Maluco no Pedaço" e "Homens de Preto", Smith confessou que quer a continuação do longa. "Por favor, liguem para a Netflix e avisem que querem 'Brigth 2'", riu. "Tem tanta coisa a ser explorado no filme que adoraria voltar para mais um."

Mercado.

Essa é a segunda grande investida cinematográfica da Netflix neste ano. O primeiro foi "Okja", lançado em junho. Com orçamento de US$ 90 milhões, é a maior aposta até agora para esse novo filão..

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