Um dos principais eventos geeks do país, CCXP (Comic Con Experience), que acabou domingo (10), em São Paulo, contou com público de 227 mil pessoas - um crescimento de 30% em relação a 2016 -, consolidando-se como a maior Comic Con do mundo.
Um dos convidados mais aguardados desta vez foi Will Smith, astro que veio ao Brasil a convite da Netflix para lançar "Bright", novo longa do serviço de streaming, que estreia já no próximo dia 22 de dezembro com a promessa de ser um "blockbuster" para ser assistido no conforto de casa.
Acompanhado do ator Joel Edgerton e do diretor David Ayer, o Smith revelou que a preparação para o filme incluiu um treinamento intenso com a polícia de Los Angeles, com direito ao acompanhamento de uma operação do FBI (unidade da polícia e serviço de inteligência norte-americanos).
Na trama, Smith vive um policial em um mundo futurista, onde humanos convivem com seres fantásticos (orcs, elfos e fadas). Mas, alguns desses seres são mais aceitos pela sociedade do que outros - é o caso dos orcs, que são marginalizados.
"O filme é uma mistura de 'Dia de Treinamento' (2001) e 'O Senhor dos Aneis' (2001)", brincou o ator sobre o tom da produção.
Papo sério.
Ainda que divertido, o longa aborda uma séria questão: o racismo. "A violência é um tema do filme, uma vez que muros são uma forma de violência. Eles separam as pessoas fisicamente de seus sonhos", afirmou Ayer. "A fantasia é uma forma de tocar em assuntos espinhosos, que as pessoas normalmente não querem ouvir", continuou.
Smith, que afirmou ter crescido testemunhando a violência policial, disse que foi curioso dar voz ao seu personagem. "Como um homem negro, foi interessante interpretar um policial racista em relação aos orcs", disse. Já Edgerton - que faz o papel de um orc marginalizado - completou reconhecendo ter sentido o que "nunca sentiria na vida".
Famoso por produções como "Um Maluco no Pedaço" e "Homens de Preto", Smith confessou que quer a continuação do longa. "Por favor, liguem para a Netflix e avisem que querem 'Brigth 2'", riu. "Tem tanta coisa a ser explorado no filme que adoraria voltar para mais um."
Mercado.
Essa é a segunda grande investida cinematográfica da Netflix neste ano. O primeiro foi "Okja", lançado em junho. Com orçamento de US$ 90 milhões, é a maior aposta até agora para esse novo filão..