"Viola caipira é bandeira do Brasil", afirma Almir Sater, um dos mestres do instrumento do Brasil. "Cada lugar do país tem um sotaque diferente para ela", completa.
Com o poder de reunir diversos sotaques, Almir Sater traz a sabedoria de sua viola caipira para uma terra que nasceu junto com o instrumento de cordas.
O sul-mato-grossense vai fazer um show em São José dos Campos nesta sexta-feira, dia 6 de março, no Palácio Sunset, zona oeste da cidade.
Ele conta que quando iniciou sua carreira na viola caipira, que começou quando ele tinha apenas 12 anos, sempre viajou para o interior de São Paulo entre seus estudos. "A viola caipira faz parte da cultura paulista. O povo gosta desse tipo de música e é sempre bom tocar para quem gosta do nosso som".
Influenciado não somente pela viola caipira do Moto Grosso do Sul e do interior de São Paulo, Almir reuniu uma série de experiências em diversos gêneros musicais, passando pelos sons andinos do Uruguai, pela música indiana, árabe, da Irlanda e diversas outras referências. "Gosto muito de música folclórica, isso me fascina. São músicas simples, mas com muito sentimento", afirma Sater em entrevista a OVALE.
PARCERIA.
Além da admiração pelo interior de São Paulo, Almir também tem um amigo com raízes na região. Ele é parceiro musical de Renato Teixeira, músico que residiu na cidade por muitos anos, onde foi criado.
Almir conta que os dois se conheceram nos bastidores de um programa de TV. "Ele me convidou para a Serra da Cantareira, me encantei e me mudei para lá. A partir daí, começamos a escrever juntos".
Almir Sater e Renato Teixeira lançaram dois discos juntos, intitulados "Ar" e "Mais Ar".
"Fazer musica é um ato de intimidade, para falar se tá bom ou ruim. O Renato é muito generoso e é um poeta talentoso. Espero que a gente sempre tenha inspirações juntos"..