DAS AGÊNCIAS. Depois de Tarsila do Amaral (1886-1973), é a vez de Alfredo Volpi (1896-1988) cair nas graças de apreciadores de arte de todo o mundo. Aberta no dia 8 de fevereiro, no Novo Museu Nacional de Mônaco, a primeira retrospectiva seduziu Silvia Fiorucci, dona de um dos melhores acervos de arte da Europa, e da princesa Caroline de Hanover.
"Penso que Volpi foi um artista incrivelmente sintonizado com seu tempo", afirmou a princesa em entrevista a "O Estado de S. Paulo". Ela revelou-se fascinada com a construção cromática do artista.
Organizada pela galeria paulistana Almeida e Dale, com o apoio do Instituto Volpi, a retrospectiva do pintor apresenta conjunto de 70 obras, de 1940 a 1970. Entre os quadros, "A Sereia" (1960) e outras obras geométricas (concretas).
O pintor teve trabalhos expostos na Bienal de Veneza, em 1962, e em galerias europeias, mas nunca havia sido contemplado com uma exposição em um museu no antigo continente, apesar de ter nascido por lá, em Luca, na Itália..