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Próximo de completar um ano de sua explosão, casa de cultura Julio Neme segue em ruínas

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 3 min
Viola quebrada
Viola quebrada

Quase um ano depois da casa de cultura Julio Neme, no distrito joseense de São Francisco Xavier, ficar completamente destruída após a ação de criminosos, moradores locais ainda lutam por um novo espaço cultural.

No último sábado (2), houve uma manifestação em frente às ruínas do antigo prédio, na praça Cônego Antônio Manzi. Moradores pediram a reconstrução da casa de cultura e uma nova agência bancária do Santander - em local privado.

Em julho do ano passado, homens armados explodiram a agência bancária durante a madrugada do dia 8. A explosão atingiu todo o prédio, onde também estava localizada a casa de cultura. O edifício teve de ser demolido uma vez que a estrutura daquilo que restou foi condenada pela Defesa Civil e poderia desabar, oferecendo risco aos usuários.

"Estamos há quase um ano aguardando pela reconstrução da nossa casa de cultura e pela construção de um novo posto do banco, porque também precisamos dele. Mas esperamos que ele seja construído em um lugar privado, não em um prédio público como era anteriormente", afirmou Auro Lúcio Silva, morador de São Francisco há 29 anos.

"Parece que estamos às moscas. Há um espaço cultural provisório montado na Rua da Pedra (Núcleo de Ação Descentralizada), mas não temos mais aulas, apresentações e oficinas como ocorriam antes. Queremos o novo espaço e a contratação de agentes culturais afinados com as nossas demandas locais", continuou Silva.

Batata quente.

O prédio onde estavam localizados agência e casa de cultura é da prefeitura, assim, a reconstrução está sendo tratada diretamente entre a administração municipal e o banco Santander. A FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) responde apenas pela parte cultural do projeto.

OVALE apurou que foi sugerida a administração municipal - junto da reconstrução - uma ampliação do espaço considerando a demanda da população, mas o projeto não foi levado adiante devido a falta de verba para tal investimento.

Na manifestação de sábado, o subprefeito Marco André da Rosa informou que uma reunião será realizada nesta quarta-feira (6) com moradores. Mas, até o fechamento desta edição, não havia informações concretas sobre onde será, que horas e quem participará dela.

"Estamos aguardando informações, inclusive para sabermos o poder resolutivo desse encontro e para montarmos uma comissão de moradores para que possamos participar", disse Silva.

Outro lado.

A prefeitura informou em nota que "a responsabilidade pela obra no referido prédio é do banco Santander".

O Santander confirmou, também em nota, que "vai arcar com os custos da reconstrução da Casa de Cultura em São Francisco Xavier" e acrescentou que o "projeto foi validado pela prefeitura recentemente".

Ainda segundo o banco, "o cronograma da obra está sendo definido pelas partes". Já a administração pública seguiu dizendo que "a reforma no local, segundo a empresa, está prevista para começar em julho deste ano".

A FCCR disse em nota que está utilizando o imóvel na Rua da Pedra (antiga Fundhas), que fica aproximadamente a 300 metros da Julio Neme. E informou ainda que neste espaço provisório está "realizando as seguintes oficinas culturais: viola, luteria de viola, dança tribal, história em quadrinhos e dança de rua.".

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