A RMVale registrou o maior superávit da balança comercial para o primeiro semestre desde 2011, segundo série histórica divulgada nesta segunda pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), com dados do governo federal.
Neste ano, de janeiro a junho, a região registrou saldo de US$ 2,9 bilhões na balança, primeiro saldo positivo desde 2011 e bem superior ao déficit de US$ 49 milhões no mesmo período do ano passado. Em 2011, o déficit foi de US$ 8,5 bilhões.
As 39 cidades da região exportaram US$ 5,6 bilhões, alta de 40,88% ante o primeiro semestre de 2016, com US$ 4 bilhões. Foi o segundo maior valor da série histórica do Ciesp, perdendo apenas para 2011, com US$ 8,4 bilhões.
As importações caíram 33,06% neste ano comparado a 2016: US$ 2,7 bilhões contra US$ 4 bilhões. Foi o menor valor importado pela região no primeiro semestre. Em 2011, os municípios importaram US$ 16,9 bilhões.
REGIONAIS.
Parte desse desempenho se deve à regional de São José do Ciesp, com oito municípios. Eles exportaram US$ 4,3 bilhões nos seis primeiros meses do ano, 48% acima do volume de 2016, com US$ 2,9 bilhões.
A regional importou US$ 1,19 bilhão neste ano contra US$ 2,21 bilhões, em 2016, redução de 45,9%. Com isso, o superávit saltou 341,2%: de US$ 708,4 milhões para US$ 3,1 bilhões, o maior desde 2011.
O resultado fez com que São José assumisse a liderança do ranking estadual de exportações do Ciesp, posição ocupada pela regional São Paulo desde 2011. A lista contabiliza 39 regionais no Estado.
Com 28 municípios, a regional Taubaté aumentou em 22,3% as exportações no primeiro semestre: US$ 832,8 milhões contra US$ 681 milhões, em 2016. As importações caíram 22,9%: US$ 1,2 bilhão ante US$ 1,5 bilhão.
O déficit no ano foi de US$ 383,9 milhões na regional, 57,2% menor do que o de 2016, com US$ 897,3 milhões de janeiro a junho. Também foi o mais baixo para o primeiro semestre desde 2011. Taubaté ocupa a 11ª colocação no ranking estadual.
A regional Jacareí, com seus três municípios, aumentou em 20,6% as exportações: de US$ 399,7 milhões para US$ 482,1 milhões. As importações cresceram 14,2%: de US$ 260,2 milhões para US$ 297,1 milhões. A regional fechou o semestre com superávit de US$ 184,9 milhões, 32,7% acima do de 2016, com US$ 139,4 milhões. Com isso, ficou na 18ª colocação do ranking.
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