O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse ontem, em Brasília, que o governo espera que a reforma da Previdência seja aprovada até a primeira quinzena de outubro na Câmara dos Deputados, para depois ser encaminhada ao Senado.
Segundo ele, o presidente da República, Michel Temer, está orientando o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, para construir uma base forte para as reformas a serem analisadas pelo Congresso Nacional.
Padilha participou ontem de cerimônia no Palácio do Planalto que reconheceu o setor supermercadista como atividade essencial da economia.
DÉFICIT FISCAL.
Durante o encontro, Padilha comentou o aumento da meta de déficit fiscal do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) para R$ 159 bilhões este ano.
"Tínhamos que olhar o que era nossa meta, R$ 139 bilhões, vimos a impossibilidade e o mais correto, com toda a transparência, era elevá-la no que era absolutamente indispensável, que são esses R$ 159 bilhões", disse o ministro.
Segundo Padilha, as circunstâncias inflacionárias do país levaram a essa revisão atual da meta.
"Quem contava com a inflação que nós tivemos? A inflação impacta diretamente a arrecadação e tivemos uma queda na arrecadação muito grande. E o ministro [da Fazenda] Henrique Meirelles teve sensibilidade para conduzir esse processo", explicou, durante a entrevista desta quarta-feira.
"Estamos trabalhando no limite [orçamentário]", finalizou Padilha..