O governo Ortiz Junior (PSDB) decidiu suspender por 40 dias Rildo Antonio Paiva Antunes, ex-diretor de Defesa do Cidadão.
A decisão foi tomada após a conclusão de uma sindicância iniciada em dezembro passado, que se estendeu por mais de oito meses - o prazo inicial para que esses trabalhos fossem encerrados era de 60 dias.
A sindicância concluiu que Rildo infringiu seis trechos do Código de Administração do Município, como deixar de "ser leal às instituições a que servir" e de "manter conduta compatível com a moralidade administrativa".
A punição foi publicada no diário oficial na última sexta-feira. Durante o período de suspensão, o servidor não receberá salário.
CONFUSÃO.
No dia 23 de dezembro de 2017, quando ainda ocupava o cargo de diretor de Defesa do Cidadão, Rildo usou um carro oficial para ir a um bar. Na volta, embriagado, bateu o veículo, no qual foi encontrada uma porção de maconha.
Rildo chegou a ficar preso um dia. Acabou exonerado do cargo de diretor e retornou ao posto original, de guarda municipal, do qual é servidor de carreira. Por ter incorporado o salário do posto anterior, ele recebe R$ 10.370, bem acima dos demais guardas municipais. Nos primeiros quatro meses após o ocorrido, Rildo chegou a ficar afastado da prefeitura, mas recebendo salário.
Guardas municipais ouvidos pela reportagem disseram estar insatisfeitos com a punição determinada. Para eles, o ex-diretor é protegido por fazer parte da cúpula da pasta. Compararam o caso dele com o de outros agentes, que foram exonerados por participarem de protestos por melhores condições de trabalho..