Foi chegando a uma aula com Mirna Rubim, preparadora vocal e uma das solistas de maior destaque no cenário operístico, que Miguel Falabella descobriu um outro dom de sua amiga, a atriz Alessandra Maestrini: a de cantora de ópera.
Arrebatado com o que ouviu e inconformado que o público só a conhecesse "fazendo palhaçada na TV" como a Bozena em "Toma Lá Dá Cá" (Globo), o ator e diretor definiu: escreveria uma peça para ela.
Tempos depois, o destino o levou à plateia do musical "Yentl em Concerto", com Alessandra, e da peça "Paradinha Cerebral", com Mirna, e, então, a coisa deslanchou. "O Som e a Sílaba", em cartaz neste final de semana no teatro Colinas, em São José, é o resultado dessa parceria.
"Ali ele teve a certeza de qual seria o enredo: escreveu para nós duas um espetáculo justamente da relação 'professor aluno'. É a arte imitando a vida através de uma trajetória tão cheia de humor quanto de delicadeza e profundidade. É um deleite absoluto!", afirmou Alessandra em entrevista a OVALE.
Apaixonada por ópera, poucos sabem, mas a atriz estuda canto lírico desde os 15 anos. "Minha classificação vocal é a de Soprano Absoluta. Meu timbre primordial é o de Soprano Coloratura. Tenho quatro oitavas de tessitura e seis de extensão. Sou também classificada estilisticamente como 'crossover singer', o que significa que meu instrumento vocal se adequa com naturalidade a todos os estilos musicais", conta.
PEÇA.
Na trama, Alessandra vive Sarah Leighton, jovem com diagnóstico de autismo funcional, com habilidades específicas em algumas áreas, entre elas, a música. Já Mirna é Leonor Delis, sua professora de canto.
De um lado, Sarah busca quem lhe ajude a dar algum sentido à sua vida; de outro, Leonor atravessa uma crise pessoal e profissional. A música vai uni-las e mudará ambas trajetórias.
"O Som e a Sílaba está em cartaz hoje (1º) e sábado (2), às 21h; e domingo (3), às 19h. O teatro colinas fica na av. São João, 2.200. R$ 70 (inteira)..