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Educadores de São José provam papel social da arte na prática com seus alunos

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 3 min
Cores. Alunas da Fundhas, unidade Dom Bosco
Cores. Alunas da Fundhas, unidade Dom Bosco

O que é arte? Quem a produz? Onde podemos encontrá-la? Quem é capaz de apreciá-la?

Difícil quem não pense que a arte está à disposição de poucos privilegiados dotados de uma sensibilidade ímpar, capazes de decifrar as mensagens daqueles que usam o seu dom (o fazer artístico) para mostrar a sua genialidade... Bobagem!

Não só a arte é generosa, uma vez que todos somos capazes de produzi-la e entende-la, como tornou-se parte de uma bandeira levantada pelo Ministério da Cultura, e passou a ser vista como agente de mudança social e econômica. Pauta, aliás, que poderia ter aparecido anos antes na agenda ministerial.

Enquanto artistas, empresas e públicos debatem formas de se fomentar o fazer artístico (como manifestação cultural) para contribuir com o melhora da qualidade de vida do país, educadores de São José colocam a mão na massa há anos com interessantes resultados.

Isa Rubiana Souza Cruz, educadora social de Artes Visuais, que o diga. Funcionária há 17 anos da Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza), em São José, ela viu inúmeras vezes a arte no seu papel mais nobre: contribuir com a visão que crianças e adolescentes têm de si mesmo e da realidade que os cerca.

"A arte contribui totalmente para a autoestima, este é um de seus principais benefícios", cravou a educadora.

Para isso, longe das casinhas com montanhas desenhadas ao fundo, coreografias copiadas da web, teatro de final de ano com um conto de fadas como enredo, o objetivo dos educadores é, diariamente, ampliar o repertório da garotada, ajudando na construção de seu universo.

"As atividades e projetos que são realizados na Fundhas levam em conta no planejamento, a região em que vivem os alunos, a relação da comunidade com a unidade e as manifestações artísticas que os alunos mais gostam e se identificam", contou.

SOCIAL.

Entre os eixos: música, dança, pintura e teatro. "Todas as formas de fazer arte são interessantes. Os alunos precisam experimentar e conhecer expressões diversas até mesmo para decidirem quais preferem", disse Isa.

Segundo ela, a criatividade do fazer artístico, que permite construir algo do nada (uma tela em branco vira um quadro, um pedaço de argila se transforma em escultura) fazem muito bem a quem as produz.

"Trabalhamos atividades socioeducativas que possibilitam o desenvolvimento das habilidades e atitudes dos alunos de forma lúdica e artística, visando a emancipação social", afirmou a educadora.

Economia.

Já quando o assunto é finanças, durante o MicBR (Mercado das Indústrias Criativas do Brasil), evento que ocorreu em São Paulo, foi divulgado que o setor da economia criativa já corresponde a 2,64% do Produto Interno Bruto brasileiro; cria um milhão de empregos diretos e gera R$ 10,5 milhões de impostos por ano.

No encontro, dez setores foram contemplados: artes visuais, artes cênicas (circo, dança e teatro), audiovisual (cinema, TV, publicidade e novas mídias), animação e jogos eletrônicos, além de design, moda, editorial, música, gastronomia, museus e patrimônio.

E, se a parte social da produção artística já está garantida, o MinC espera que o evento realizado em São Paulo tenha sido o ponto de partida para mais de US$ 10 milhões em negócios, geração de R$ 4,6 milhões em tributos federais, estaduais e municipais e a criação de cerca de 850 postos de trabalho, com um impacto estimado de cerca de R$ 40 milhões na economia nacional..

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