O número de pedestres mortos em São José aumentou 180% nos últimos três meses deste ano em relação ao mesmo período de 2016.
O salto, de cinco para 14 vítimas, coincide com os meses em que a cidade está sem serviço de radar. Ruas e avenidas não têm, desde julho, fiscalização eletrônica.
Os dados são do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) e levam em conta os casos ocorridos em todo o território de São José, incluindo rodovias estaduais e federais que cortam a cidade.
Nas contas da prefeitura, o aumento foi de 66,6%, de três mortos para cinco entre julho e setembro. O cálculo leva em conta apenas as ruas e avenidas, já que o município não possui autonomia nas rodovias estaduais e federais.
ANO.
Entre janeiro e setembro, as mortes por atropelamento subiram 53% pelo Infosiga. Foram 26 casos em 2017. No ano passado, foram 17.
Pelo cálculo da prefeitura, o número de pedestres atropelados aumentou 41,66%, de sete para 12. "No caso dos óbitos por atropelamento, em 2017, das 12 vítimas fatais nas vias urbanas da cidade, nove tinham mais de 60 anos", disse a administração.
Na terça-feira, o governo Felicio Ramuth (PSDB) realizou a licitação para o serviço de radares. A Fotosensores Tecnologia Eletrônica, única habilitada no pregão para serviço de radares em São José, levou a melhor com proposta de R$ 9,5 milhões por dois anos. Três foram desclassificadas.
A empresa operava o sistema de fiscalização de trânsito na cidade até julho deste ano, quando terminou o contrato com a administração. O resultado precisa ser homologado.
OUTRO LADO
A prefeitura disse que "tem total ingerência apenas sobre as vias urbanas do município, de forma que o planejamento das ações de engenharia, fiscalização e educação considera os óbitos ocorridos nas ruas e avenidas da cidade"..