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Projeto em Taubaté resgata música de antigos compositores locais

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 2 min
Grupo em ação. Várias gerações sobre o palco
Grupo em ação. Várias gerações sobre o palco

A velha guarda do choro regional ganhará este ano um importante registro. Trata-se do projeto acultural "Viva o Choro de Taubaté", uma iniciativa do Clube do Choro Waldir Azevedo, fundado pelo músico Rogério Guarapiran.

A ação, segundo ele, partiu de um desejo de gravar um disco, o primeiro do grupo, fundado em 2005, a partir do encontro entre jovens músicos ainda em formação acadêmica e experientes músicos práticos.

Na ocasião, o clube iniciou uma pesquisa de resgate e descoberta de compositores da cidade.

"Conversamos com músicos mais antigos, resgatamos algumas composições. Depois, descobrimos uma fita K7 com outros chorinhos da década de 1970. Então comecei a procurar e em pouco tempo tínhamos oito músicas para o repertório", contou Guarapiran.

"As canções que completam a lista são clássicos do choro, especialmente obras de Waldir Azevedo e homenagem aos compositores de Guará, Dilermando Reis e Bonfiglio de Oliveira", continuou.

Entre os nomes presentes estão Roberto Vinagre, figura agremiadora das rodas de choro nos anos 1970 e 1980, também renomado clarinetista, solista e maestro da orquestra militar; e Humberto dos Santos, músico autodidata também fundador do Clube do Choro e frequentador das rodas de choro na Casa Del Vecchio, em São Paulo, tradicional loja de instrumentos que reunia os principais chorões na década de 1960. Ambos, aliás, tocaram juntos pelas bandas de cá.

Estão ainda os compositores Airton Ribeiro, João Fernandes-Peixinho, Renato Silva, Nico Ferreira, Guido Malheiros, Benedito da Cruz e uma parceria entre Cláudio Rogerio Ferreira e Rogério Guarapiran, intitulada "Frevo".

Completa o disco uma contribuição do flautista Antonio Rocha, natural de Valença (RJ), que compôs uma linda homenagem para a cidade: "Chorando em Taubaté".

agenda.

Segundo Guarapiran, são todas canções instrumentais. "Há choros valsas, choros mais lentos, mais rápidos, mas todos trazem uma marca regional que a difere das demais composições reconhecidas no país", afirmou.

O projeto foi contemplado pelo ProAC (Programa de Ação Cultural), prêmio de incentivo à cultura do Estado de São Paulo.

Agora, os músicos entram em estúdio para gravar o disco composto por 12 faixas, depois, partem para uma turnê na região com seis shows gratuitos em cinco cidades,a partir de 2019.

As cidades que receberão os shows de lançamento, em formato de rodas de choro, são Taubaté (duas apresentações), Pindamonhangaba, Guaratinguetá, São José dos Campos e Jacareí. As datas estão sendo fechadas com as Prefeituras..

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