Economia

Crise ameaça a contratação de temporários na RMVale

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 1 min
Comércio. Centros de compras prometem ações no Dia dos Pais
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Matheus Silveiras, 18 anos, sabe que terá dificuldade para arrumar emprego no final do ano. Formado no Ensino Médio, ele tentará vaga em lojas de shoppings de São José como temporário. Disse que pretende entregar ao menos 50 cópias do currículo até o final do mês. "Os lojistas que procurei não têm certeza se irão contratar".

A incerteza é geral, e a culpa é da crise econômica. Pesquisa do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas aponta que 8 em cada 10 empresários não pretendem contratar trabalhadores para este fim de ano, incluindo temporários e efetivos.

O levantamento foi feito com 1.168 empresas, em capitais e grandes cidades do interior, entre 25 de agosto e 8 de setembro. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira.

Levando em consideração os setores de varejo e serviços, diz a pesquisa, cerca de 51 mil vagas extras deverão ser criadas para o final do ano. Em todo o país. "A crise econômica deverá novamente inibir o volume das tradicionais contratações de mão de obra temporária e também de trabalhadores efetivos", avalia Roque Pellizzaro Junior, que é o presidente do SPC Brasil.

Em São José, o clima é um pouco mais otimista. Humberto Dutra, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), crê que a contratação de temporários será melhor do em 2016.

"Teremos uma economia mais estável do que 2016, que estava com uma turbulência muito grande. Esse ano já dá alguns sinais de recuperação", afirmou Dutra.

"Num primeiro momento, o pessoal está assustado com tudo o que acontece, mas vamos ter um final de ano melhor. Os números já começam a pintar de forma diferente", completa Dutra.

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