O que começou como uma onda explodiu em um tsunami que (quase) ninguém esperava, com exceção de correligionários do candidato Jair Bolsonaro (PSL), eleito presidente do Brasil na eleição do último domingo.
No Vale do Paraíba, o militar da reserva alcançou 52,5% do eleitorado e bateu o recorde de Aécio Neves (PSDB), candidato derrotado por Dilma Rousseff (PT) em 2014. Na região, na época, o tucano recebeu 910,5 mil votos, 51,98% do eleitorado.
Bolsonaro foi escolhido por 964,9 mil eleitores do Vale durante este segundo turno, votação equivalente a 76,18% dos votos válidos.
Foi uma vitória acima do padrão nacional, na qual Bolsonaro conquistou 57,7 milhões de votos e alcançou 55,13% dos válidos, arregimentando 39,24% do eleitorado, índice inferior ao que foi registrado na região (52,5%).
No plano estadual, a mesma coisa. O candidato do PSL recebeu 15,3 milhões de votos em São Paulo, 67,97% dos válidos e 46,33% do eleitorado.
O resultado faz com que o PSL tome o lugar do PSDB na preferência dos eleitores do Vale, deixando o PT como segunda força com os 301,7 mil votos que o petista Fernando Haddad recebeu na região --16,42% do eleitorado e 23,82% dos válidos.
O candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin, anotou 180,6 mil votos no primeiro turno, votação abaixo do esperado por caciques tucanos e militantes.
"Partido veio para ficar e se organizar na região, assim como em todo estado e país. As eleições mostraram a força de Bolsonaro", disse Major Olímpio, eleito senador por São Paulo pelo PSL.
No Vale, Letícia Aguiar (PSL), de São José, foi eleita deputada estadual.
Sem vereador, partido mira 2020 em câmaras e prefeituras do Vale
O PSL era um partido quase totalmente desconhecido no Vale do Paraíba até as eleições deste ano. A legenda contava com apenas um vereador em Taubaté, Noilton Ramos (PSL), que perdeu o mandato neste ano por infidelidade partidária. Ele havia sido eleito pelo PPS em 2016.
Alavancada por Jair Bolsonaro, a votação do partido foi o melhor resultado eleitoral do Vale e bateu legendas consagradas, como PSDB e PT. Com uma deputada estadual eleita em São José, o PSL quer se organizar na região para disputar câmaras municipais e prefeituras em 2020.