Economia

Burocracia trava crescimento e favorece corrupção, diz pesquisa

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 2 min
Estudo. Empresários consideram que burocracia engessa a economia e rouba o tempo de empreendedores
Estudo. Empresários consideram que burocracia engessa a economia e rouba o tempo de empreendedores

Menos papel e mais inteligência. A burocracia emperra o desenvolvimento do Brasil e torna sistemas e processos mais permeáveis à corrupção.

É o que aponta duas pesquisas inéditas da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) sobre a burocracia e os impactos dela na competitividade.

Na primeira, conduzida pelo instituto Ipsos, 1.200 pessoas de todo país responderam sobre o assunto e 84% delas consideraram o país muito burocrático. Apenas 9% disseram o contrário.

Na segunda, as próprias entidades ouviram 452 empresas no Estado de São Paulo e os resultados do estudo "Rumos da Indústria Paulista" foram semelhantes aos da população: 83,2% deixaram de investir por causa da burocracia, considerada o "alto custo Brasil".

E mais: o excesso de burocracia abre espaço para a corrupção (90,2%), dificulta o desenvolvimento econômico e o ambiente de negócios (94,7%) e impacta na competitividade das empresas (91,4%).

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, disse que a burocracia "engessa a economia e rouba tempo de quem quer empreender".

"É muita exigência, muita complicação. O governo não pode pesar nas costas de quem produz. É preciso simplificar para que o país retome seu desenvolvimento, fique mais competitivo e gere empregos", completou.

TIRO NO PÉ.

Diretor do Ciesp em São José, o empresário Almir Fernandes comparou a burocracia a um tiro no pé do país.

"A burocracia encarece e torna o país menos competitivo. Atrasa muito o desenvolvimento", disse.

Segundo ele, quem quer empreender ou investir se depara com "muito papel, licenças e burocracia". E compara: "É como se todo mundo quisesse montar alguma coisa para enrolar os outros. Tem que fiscalizar depois, e não punir antes de as coisas acontecerem".

De acordo com a pesquisa da Fiesp, 71,5% das empresas acham que o governo não tem sido capaz de desburocratizar o país. Para elas, os procedimentos mais burocráticos são: fechamento de empresas, obtenção de financiamento público e emissão de licenças ambientais..

Comentários

Comentários