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CCJ recomenda rejeitar a 2ª denúncia da PGR contra Temer

Por Heloisa Cristaldo e Iolando Lourenço Agência Brasil |
| Tempo de leitura: 2 min

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou nessa quarta-feira, por 39 votos favoráveis, 26 contrários e 1 abstenção, o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) pela inadmissibilidade da segunda denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente Michel Temer (PMDB), pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. Os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência, também são citados na denúncia pelo crime de organização criminosa.

O placar inferior ao registrado na apreciação da denúncia anterior já era esperado pelo governo. Após uma manobra do PSB, a líder do partido e aliada do Planalto, deputada Tereza Cristina (MS), foi substituída pelo deputado oposicionista Júlio Delgado (MG). Com isso, a base governista teve três votos a menos do que o registrado na votação do parecer do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). Naquela ocasião, 42 deputados foram favoráveis ao parecer que também recomendava a rejeição.

Em dois dias de debates, 61 deputados se manifestaram sobre o parecer elaborado por Andrada. Apenas 13 oradores se manifestaram favoráveis aos acusados.

A maioria dos oradores argumentou que há elementos graves suficientes para encaminhar a denúncia para investigação. "Meu sonho é que milhões de brasileiros leiam as 250 páginas dessa denúncia consistente, uma denúncia com provas, uma denúncia que descreve com minúcias uma série de atos criminosos cometidos contra o nosso país", disse o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

Já representantes da base aliada sustentaram que as provas são frágeis e que nem o presidente nem os ministros devem ser afastados por acusações feitas por delatores criminosos.

A votação em plenário deve ocorrer na semana que vem. No plenário, a denúncia só será autorizada a seguir para o STF (Supremo Tribunal Federal) se receber o apoio de pelo menos 342 deputados, o equivalente a dois terços do total de 513 parlamentares da Câmara..

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