Com alta de 22% nas exportações em junho, comparado a maio, a RMVale alcança superávit de US$ 2,5 bilhões no primeiro semestre de 2018.
Dezoito cidades da região venderam ao exterior US$ 895,8 milhões em junho, contra 16 municípios em maio, que exportaram US$ 733 milhões.
Com isso, as empresas do Vale do Paraíba acumulam US$ 5,3 bilhões em exportações no primeiro semestre do ano, contra US$ 2,8 bilhões em importações, provocando um superávit de US$ 2,5 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
COMPARAÇÃO.
No entanto, ainda sentindo os efeitos da crise econômica, o saldo foi 14% menor se comparado ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2017, o superávit da região foi de US$ 2,9 bilhões.
Os US$ 895,8 milhões exportados em junho deste ano estão 19% abaixo do montante do mesmo período do ano passado, de US$ 1,1 bilhão. Mas superaram as exportações do mesmo mês de 2016, com US$ 841,8 milhões.
No acumulado do ano, as exportações também estão mais baixas se comparadas ao resultado do ano passado. Foram US$ 5,3 bilhões neste primeiro semestre contra US$ 5,6 bilhões de janeiro a junho de 2017. No ano, as importações ficaram em US$ 2,8 bilhões em 2018 contra US$ 2,7 bilhões, no ano passado.
Na comparação com maio de 2018, as empresas do Vale importaram 4,02% a mais em junho: US$ 521,2 milhões contra US$ 501,1 milhões, gerando um superávit de US$ 374,5 milhões no mês, representando alta de 61,5% ante o superávit de maio: US$ 231,9 milhões.
Ilhabela, São José e Pindamonhangaba possuem maiores superávits na RMVale
No primeiro semestre de 2018, 12 cidades do Vale do Paraíba registraram superávit na balança comercial, com o mesmo número anotando déficit nas vendas ao exterior. Ilhabela manteve o maior superávit do Vale no ano, com US$ 1,8 bilhão, seguida de São José dos Campos (US$ 1,1 bilhão), Pindamonhangaba (US$ 154,2 milhões), Jacareí (US$ 71 milhões), Taubaté (US$ 19,8 milhões) e Cruzeiro (US$ 15,2 milhões).
Os maiores déficits foram registrados por São Sebastião (US$ 397,2 milhões), Guaratinguetá (US$ 269,1 milhões), Caçapava (US$ 5,7 milhões), Tremembé (US$ 1,8 milhões) e Roseira (US$ 1,5 milhão).