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RMVale foi 'teatro de guerra' da Revolução Constitucionalista

Por Caíque Toledo @CaiqueToledo |
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Revolução Constitucionalista de 1932
Revolução Constitucionalista de 1932

O teatro de guerra do maior movimento armado do estado. A Revolução Constitucionalista de 1932 completa 85 anos esta semana, e tem o Vale do Paraíba como principal cenário dos 86 dias de confronto.

O movimento paulista, que visava derrubar o então governo provisório de Getúlio Vargas e definir uma nova constituição, começou em 9 de julho e teve a região como grande palco. Foi aqui, por exemplo, que aconteceu a primeira luta travada entre as forças constitucionalistas e fuzileiros navais do governo, que vinham da então capital federal Rio de Janeiro. A ação aconteceu na cidade de Cunha em 14 de julho.

O Vale ainda foi palco do primeiro bombardeio aéreo de uma cidade brasileira, em Cachoeira Paulista, por aviões governistas, e também do primeiro combate aéreo do Brasil, travado em Cruzeiro no dia 22 de agosto, quando dois aviões paulistas enfrentaram dois aviões federais.

Na época, um aeroporto foi improvisado pelos constitucionalistas em Lorena -- cidade que foi bombardeada nos dias 21, 25 e 27 de julho. Atacada também foi a cidade de Guaratinguetá, em 20 de setembro, por aviões e artilharia pesada.

GUERRA.

Um dos principais cenários do conflito armado foi a cidade de Cruzeiro, que abrigava, por exemplo, o Túnel da Mantiqueira, um dos pontos com o maior número de mortos do combate.

Também foi lá, em 2 de outubro, que foi assinado o termo de cessação definitiva do conflito, e a cidade recebeu o título de 'Capital da Revolução Constitucionalista.

CONFLITO.

No fim, apesar de no campo de batalha ter sido uma derrota, os paulsitas consideram que a Revolução foi uma vitória política. Tanto que, em 1933, foram realizadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, e, no ano seguinte, foi promulgada a nova Constituição -- tudo após os quase três meses de intensos combates na região do Vale do Paraíba.

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