Os petroleiros da Revap (Refinaria Henrique Lage) da Petrobras, localizada em São José dos Campos, suspenderam a greve nesta quinta-feira depois do TST (Tribunal Superior do Trabalho) ter aumentado de R$ 500 mil para R$ 2 milhões a multa diária aplicada aos sindicatos que aderirem à paralisação.
Na última terça-feira, a ministra Maria de Assis Calsing, do TST, já havia considerado abusiva a greve dos petroleiros, em ação movida pela Petrobras.
Mesmo assim, a categoria manteve a paralisação em todo país, interrompendo a produção em 13 refinarias, 11 terminais e cinco plataformas.
Em São Sebastião, os trabalhadores do Tebar (Terminal Marítimo Almirante Barroso) da Petrobras também haviam aderido à greve.
A ministra atendeu parcialmente a um pedido da AGU (Advocacia Geral da União) e aumentou a multa diária para R$ 2 milhões --a AGU queria R$ 5 milhões.
Com isso, os petroleiros encerraram a greve nesta quinta-feira, mas mantiveram o estado de greve. "A partir dessa disposição do TST de enfrentar uma greve antes de começar, de colocar um valor abusivo, decidimos interromper a greve para reorganizar a luta", disse Rafael Prado, presidente do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros) de São José.
"Nossa intenção é de dialogar para tentar reduzir o valor do combustível, e tínhamos o apoio da população", completou o sindicalista.
Os petroleiros reivindicam redução no preço dos combustíveis, são contrários à privatização da Petrobras e pedem a saída do presidente da estatal.
OUTRO LADO.
Nas refinarias, segundo a Petrobras, a situação é próxima à normalidade. A empresa usou equipes de contingência para minimizar os impactos..