O movimento 'Somos Parque Betânia' defende que o Ministério Público assuma a ação que pede a suspensão do corte de árvores no Bosque da Tívoli, na Vila Betânia, região central de São José.
A Justiça considerou ilegítima a autoridade do vereador Sérgio Camargo (PSDB) em mover ação contra o desmatamento. A decisão permitirá que o MP ou o PSDB assumam o processo.
O movimento, que defende a instalação de um parque municipal no Bosque da Tívoli, em cuja área parcial (8,6 mil m²) o Grupo Marcondes Cesar quer construir um estacionamento, informou que a Procuradoria do Meio Ambiente do MP de São José já estuda o caso.
Mas caso o MP decida por não assumir a ação, o movimento irá cobrar o PSDB.
"Estamos confiantes de que o MP ou o PSDB vai assumir a causa, que visa entregar esse bosque como patrimônio da população", disse Andrea Luswarghi, integrante da coordenação da mobilização.
Segundo ela, o movimento entregou ao MP parecer técnico de Klécia Gili Massi, professora do Departamento de Engenharia Ambiental da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em São José, que mostra o Bosque da Tívoli como "remanescente florestal de vegetação nativa, dossel contínuo, em estágio médio de regeneração".
Tal característica obrigaria a um processo mais restritivo de autorização, incluindo um EIA-Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental)..