Após anunciar, em dezembro de 2017, uma série de mudanças estruturais que visavam enxugar gastos na área da saúde, o governo Felício Ramuth (PSDB) não cumpriu o prometido. A reestruturação, antes prevista para sair do papel no primeiro trimestre de 2018, não tem mais garantia de que será executada.
A mudança consistia na transferência de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) que ocupam imóveis alugados para prédios próprios que se encontram ociosos.
O pacote inclui a UBS Centro 2, localizada na Avenida Tívoli, na Vila Betânia, que passaria a funcionar no antigo prédio do Ministério Público do Trabalho, na Avenida Anchieta, também na região central de São José dos Campos. De acordo com dados do Portal da Transparência, o valor pago mensalmente ao proprietário da residência é de R$ 2.500, o que representa R$ 30 mil por ano.
Na época do anúncio, o prefeito reconheceu a importância da transferência da unidade da região central. "Essa unidade é a que tem a pior estrutura de UBS", afirmou.
A mudança também seria aplicada à unidade do Alto da Ponte, na região norte, que iria para o Centro Comunitário, em um prédio de dois andares. Na Vila Industrial, região leste, a unidade funcionaria próximo à Secretaria de Manutenção da Cidade.
OUTRO LADO.
Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos alegou ter optado por priorizar a ampliação da rede. "Foi entregue a nova UBS do Novo Horizonte e priorizada a ampliação da UPA no mesmo bairro, dobrando de tamanho. Já foram entregues 14 unidades de UBS Resolve e no dia 31 deste mês será inaugurada a 15ª. E no dia 23/07 será entregue a Unidade Avançada de Estratégia Saúde da Família do Pernambucano, na região Sudeste, que é vinculada à UBS do Putim"..