A cadeia de fornecedores da Embraer quer apoio da Boeing para expandir a produção. A meta é ampliar as exportações e ter a própria Boeing e suas parcerias como clientes.
Após o anúncio da parceria entre Embraer e Boeing, lideranças da cadeia reforçarão o pedido de apoio à Boeing.
As empresas querem aproveitar o período em que o acordo será detalhado para incluir contrapartida favorável à cadeia regional. O clima, contudo, é um misto de preocupação e otimismo.
"Continuamos no mesmo estágio da preocupação com a cadeia de fornecedores da região. Dependendo de como seja feita essa fusão, pode ser muito ruim ou uma grande oportunidade", disse César Augusto Teixeira Andrade e Silva, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em São José e empresário do setor aeroespacial.
Segundo ele, as empresas enfrentam limitações para exportar e esperam apoio da Boeing. "A cadeia tem que ser valorizada. Hoje somos limitados. Bons em termos técnicos, mas não muito preparados para exportar. E nisso a Boeing pode ajudar muito".
Para Ciro Bondesan, 77 anos, nono engenheiro da Embraer e com 53 anos de experiência no setor aeronáutico, a parceria com a Boeing era a única solução para as empresas e fornecedores: "O governo deveria fazer com que a Boeing ajudasse na certificação das empresas brasileiras, para se tornar fornecedoras do negócio"..