Morreu na quarta-feira (5), aos 92 anos, a atriz Beatriz Segall. A confirmação foi feita pela assessoria de imprensa do hospital Albert Einstein, de São Paulo, onde ela estava internada desde o dia 16 de agosto com quadro de problemas respiratórios.
O velório se estenderá até a tarde desta quinta-feira (6), no próprio hospital. O corpo da atriz será cremado.
Memórias.
Beatriz nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de julho de 1926, e começou a carreira com um curso no Serviço Nacional de Teatro. Na década de 1950, ela se mudou para a França, onde foi estudar teatro e literatura. Por lá, conheceu o então futuro marido, Maurício Segall (1926-2017), filho do pintor Lasar Segall.
De volta ao Brasil, a atriz se afastou dos palcos e passou a se dedicar à família. Até que, em 1964, foi convidada pelo diretor José Martinez Corrêa para substituir a atriz Henriette Morineau em uma peça do Teatro Oficina.
Com a carreira artística retomada, Beatriz colecionou trabalhos na televisão e no cinema, como os filmes "À Flor da Pele" (1976) e "O Cortiço" (1978), de Francisco Ramalho.
Em 1978, estreou na TV Globo na novela em "Dancin' Days"; atuou no ano seguinte em "Pai Herói"; e em 1988, fez seu papel mais famoso na televisão: a vilã Odete Roitman, em "Vale Tudo", de Gilberto Braga.
No teatro, Beatriz foi premiada por duas vezes como melhor atriz brasileira com o troféu Mambembe, pela peça "Emily", de William Luce, em 1984; e em "O Manifesto", de Brian Clark, em 1987.
Nos últimos anos, ela esteve na novela "Lado a Lado" (2012) e no seriado "Os Experientes" (2015), ambos exibidos pela TV Globo.
Beatriz deixa três filhos: Sérgio, Mário e Paulo Toledo..