Política

Candidatos da RMVale arrecadam mais de R$ 70 milhões nesta campanha

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 3 min
Urna eletrônica. Taxa de abstenção foi de 22% no Vale no 2º turno
Urna eletrônica. Taxa de abstenção foi de 22% no Vale no 2º turno

Os candidatos da RMVale já arrecadaram R$ 71,1 milhões para gastar nesta campanha eleitoral, segundo a prestação de contas parcial fornecida ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta semana.

Esse valor inclui os postulantes aos cargos de deputado estadual e federal, governador, senador e presidente. Todos ele têm vinculo na região, por nascimento ou político-profissional.

O Vale conta com 140 candidatos aptos a concorrer em outubro -- duas candidaturas a deputado estadual foram indeferidas.

Do total, 94 candidatos informaram arrecadação ao TSE na primeira prestação de contas parcial. Outros 46 não registraram receita.

Segundo o TSE, a ausência de informações sobre doação financeira será examinada no julgamento da prestação de contas de cada candidato.

A RMVale conta com dois candidatos a presidente, um a governador, uma a vice-governadora, um a senador, 80 a deputado estadual e ainda 55 a federal.

Entre os presidenciáveis, até o momento, Geraldo Alckmin (PSDB) foi quem declarou a maior arrecadação: R$ 46,3 milhões. Ciro Gomes (PDT) tem a 3ª campanha mais cara a presidente: R$ 16,1 milhões. Ambos nasceram em Pindamonhangaba.

MAIS CARAS.

Dos demais candidatos da região, Pollyana Gama (PPS), de Taubaté, tem a campanha mais cara, com R$ 1,19 milhão.

A candidata a deputada federal recebeu R$ 1,16 milhão do partido e R$ 28,3 mil em doações de pessoa física.

Shakespeare Carvalho (PRB), ex-presidente da Câmara de São José, declarou R$ 770,8 mil ao TSE, a segunda maior arrecadação do Vale para deputado, sendo R$ 760,2 mil do partido e R$ 10,6 mil de doações.

Partidos são os responsáveis por 97% da receita de campanha no Vale

Os partidos são a principal fonte de arrecadação dos candidatos da RMVale, com 97,14% da receita declarada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), alcançando R$ 69,1 milhões. As doações de pessoa física --as de empresas estão proibidas desde 2015-- somam R$ 1,18 milhão (1,67% do total). Na sequência, aparecem recursos do próprio candidato (R$ 525,8 mil, 0,74%) e apoio de outras candidaturas

(R$ 216 mil, 0,3%). Novidade neste ano, o financiamento coletivo foi responsável por R$ 101,2 mil (0,14%). Ciro Gomes foi quem mais arrecadou na modalidade: R$ 93,2 mil.

Quatro candidatos conseguem arrecadar mais de R$ 100 mil em doações na região

Três parlamentares e uma ex-vereadora foram os candidatos a deputado na RMVale que mais receberam doações. Nesta eleição, os postulantes só podem receber dinheiro de pessoa física. As empresas estão proibidas de doar.

Segundo os dados oficiais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a ex-vereadora de São José, Flávia Camargo (PSC), foi quem mais recebeu doações, com R$ 200,1 mil para a campanha a deputada estadual.

Candidato à reeleição, o deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB) vem em seguida, com R$ 114,8 mil arrecadados entre doadores.

Dois vereadores petistas de São José completam a lista. Wagner Balieiro recebeu R$ 106,4 mil e Amélia Naomi arrecadou R$ 101,2 mil, respectivamente para as campanhas de deputado estadual e federal.

Já o ex-prefeito de Pindamonhangaba, Vito Ardito Lerário (PP), tem a maior arrecadação vinda do próprio bolso no Vale: R$ 103 mil. Porém, ele aguarda julgamento do TSE para saber se estará apto a disputar para deputado estadual.

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