Raquel Dodge assumiu nesta segunda-feira a Procuradoria-Geral da República e a presidência do Conselho Nacional do Ministério Público.
O termo de posse foi assinado por ela e por Michel Temer, presidente que foi denunciado pela PGR. O ex-procurador-geral, Rodrigo Janot não participou da cerimônia.
No discurso de posse, Dodge declarou que o Ministério Público possui 'o dever de cobrar dos que gerenciam o gasto público que o façam de modo honesto, eficiente e probo, ao ponto de restabelecer a confiança das pessoas nas instituições de governança'.
Sobre este assunto, ela citou uma fala do papa Francisco, na qual o pontífice ensina que "a corrupção não é um ato, mas uma condição, um estado pessoal e social, no qual a pessoa se habitua a viver", disse.
"O corrupto está tão fechado e satisfeito em alimentar a sua autossuficiência que não se deixa questionar por nada nem por ninguém. Constituiu uma autoestima que se baseia em atitudes fraudulentas. Passa a vida buscando os atalhos do oportunismo, ao preço de sua própria dignidade e da dignidade dos outros. A corrupção faz perder o pudor que protege a verdade, a bondade e a beleza", acrescentou.
LEI.
A nova procuradora-geral também indicou que o MP precisa trabalhar para todos igualmente. "O Ministério Público deve promover justiça e promover democracia, zelar pelo bem comum e pelo meio ambiente, assegurar voz a quem não a tem e garantir que ninguém esteja acima e ninguém esteja abaixo da lei", afirmou.
Ela, que não citou a Lava Jato em seu discurso, destacou que o MP tem o dever desempenhar bem todas suas funções, uma vez que elas são necessárias para muitos brasileiros..