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Avanço da Covid no Vale sinaliza para queda no ritmo de aumento, indicando estabilização

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 3 min
Terapia. Ala de UTI Covid no Hospital Municipal de São José
Terapia. Ala de UTI Covid no Hospital Municipal de São José

Depois de bater todos os recordes de casos e mortes por Covid-19 em agosto, o Vale do Paraíba entra em ritmo de estabilização em setembro, com queda no aumento de novos diagnósticos e óbitos.

Nos sete dias encerrados na quinta-feira (10), a região teve 2.645 novos casos e 68 novos óbitos em decorrência da doença, contra 3.038 diagnósticos positivos e 85 mortes na semana anterior, queda de 13% e 20%, respectivamente.

Os 2.645 novos casos da última semana, no período encerrado na quinta, representam o menor número para o mesmo intervalo desde 16 de julho, quando a região teve 1.817 infectados em uma semana.

Entre os dias 6 e 13 de agosto, a região registrou 4.158 novos casos e 110 novas mortes em sete dias. Os óbitos ainda subiram para 115 na semana seguinte, em 20 de agosto. Desde então, novos casos e mortes estão em queda no Vale.

O total de novas mortes (68) é o menor desde 16 de julho, quando a região teve 64 óbitos.

Se as reduções forem confirmadas nas próximas semanas, a região poderá entrar numa fase de desaceleração da doença, quando os casos começarem a diminuir.

"Devemos olhar os números de novos casos e mortes por dia. Se continuam iguais, diz-se que a situação é estável, mas não significa que está tudo bem, apenas que não está crescendo", lembrou Renato Vicente, professor no Departamento de Matemática Aplicada do Instituto de Matemática e Estatística da USP (Universidade de São Paulo).

"Se não tem nenhum tipo de controle, se espera que os números de novos casos e mortes por dia aumentem com o tempo, o que é acelerado. É a velocidade de crescimento. Acelerado é quando essa velocidade está aumentando e estável, quando está no mesmo patamar. E desacelerado quando reduz os novos casos."

FLEXIBILIZAÇÃO.

A estabilização dos indicadores da Covid-19 no Vale fez com que a região fosse mantida na fase amarela do Plano São Paulo, a de flexibilização, que permite o funcionamento de bares, restaurantes e similares, além de salões de beleza e academias, todos com atendimento presencial. A região havia avançado da fase laranja para a amarela em 8 de agosto.

Contudo, a reclassificação do plano passará a ser mensal, e não mais quinzenal. Ou seja, o Vale só poderá migrar para a fase verde do plano a partir de 9 de outubro.

"O monitoramento por períodos mais longos vai nos dar a segurança necessária para progredirmos nas regiões até a fase verde. Se houver piora significativa, manteremos a regra de rebaixamento imediato para a fase vermelha em qualquer região do estado", disse o governador João Doria (PSDB).

Segundo ele, não haverá recuo para a fase laranja a partir de agora, mas direto para a vermelha, o que "aumenta a responsabilidade de prefeitos e da população".

"Ainda estamos em quarentena e as regras sanitárias devem ser seguidas, mesmo em momento de lazer", disse o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.

Vale da Fé e Vale Histórico lideram em aumento de novos casos e novas mortes

A Covid-19 tem um ritmo diferente de disseminação nas cinco sub-regiões do Vale do Paraíba.

Na semana encerrada na quinta-feira (10), a sub-região de Guaratinguetá (Vale da Fé) liderou o aumento de novos casos, com 10%, acima dos 7% da média da região. Os infectados passaram de 3.710 para 4.087 em sete dias.

Em seguida, aparecem as sub-regiões de Taubaté (8%), São José (7,4%), Cruzeiro (6,3%) e São Sebastião (5,2%).

Quanto ao aumento de mortes por Covid-19, quem lidera é a sub-região de Cruzeiro (Vale Histórico), com 19%, acima da média de 6% do Vale. Os óbitos passaram de 1.237 para 1.316 em Cruzeiro, sub-região com a maior quantidade de pequenos municípios. Depois aparecem as regiões de Taubaté (8,4%), São Sebastião (7,6%), Guaratinguetá (7%) e São José (4,6%).

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