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Fake news: 'decisão foi a mais difícil'

Por Felipe Pontes Agência Brasil |
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Movimento. Praias do Litoral Norte registraram grande movimento de banhistas no final de agosto
Movimento. Praias do Litoral Norte registraram grande movimento de banhistas no final de agosto

O ministro Dias Toffoli afirmou nesta sexta-feira que a decisão mais difícil que precisou tomar, durante seu mandato como presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), foi a abertura do inquérito das fake news.

"Foi a decisão mais difícil da minha gestão a abertura desse inquérito. Mas ali já vínhamos vivendo algo que vinha ocorrendo em outros países, o início de uma política de ódio plantada por setores que queriam e querem destruir instituições, que querem o caos", disse Toffoli, em entrevista após um balanço de sua gestão.

O ministro, que deixa a presidência do Supremo na próxima quinta-feira (10), afirmou ser necessário combater os que "querem o caos" e acrescentou que a "história vai avaliar o papel desse inquérito na democracia do Brasil".

O inquérito das fake news foi aberto em março do ano passado pelo próprio Toffoli, que indicou o ministro Alexandre de Moraes como relator. O objetivo era apurar ataques e calúnias contra ministros do Supremo e seus familiares.

A medida causou polêmica por ter sido implementada sem a participação da PGR (Procuradoria-Geral da República). A investigação continua aberta e, ao longo do tempo, passou a ter como alvo uma rede de disseminação de fake news formada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Ao ser questionado se enxerga, no âmbito dos fatos investigados no inquérito, ameaças à democracia, Toffoli disse que "há segmentos" que buscam uma ruptura, embora ele nunca tenha visto atitudes contra a democracia por parte de autoridades do Executivo, por exemplo.

"Isso foi combatido, está sendo combatido e vai ser combatido, porque não podemos deixar o ódio entrar em nossa sociedade", disse..

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