O Banco Central revisou suas expectativas para a queda na atividade econômica e passou a prever uma redução de 5% do PIB brasileiro em 2020. A informação consta no Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira. A previsão anterior, publicada em junho, era de queda de 6,4%.
Na avaliação do Banco Central, mesmo com a queda de 9,7% do PIB no segundo trimestre, há perspectivas mais favoráveis no terceiro trimestre com informações dos indicadores econômicos mais recentes. No entanto, o BC ainda vê incerteza "acima do usual" para o ritmo de crescimento.
"A recuperação acontece de forma heterogênea. Várias atividades do setor de serviços, sobretudo aquelas mais diretamente afetadas pelo distanciamento social, permanecem deprimidas. Há retomada relativamente forte no consumo de bens duráveis — parcialmente infuenciado pelos programas governamentais de recomposição de renda — e até do investimento", diz o relatório.
A revisão foi antecipada pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no início de setembro, quando previu uma queda de "por volta" de 5% neste ano, seguido de uma alta de "um pouco mais" de 4% em 2021. Já na divulgação da previsão anterior, membros do BC admitiam que a queda de 6,4% era em um cenário "relativamente pessimista".
A nova previsão de queda também está mais em linha com a expectativa do Ministério da Economia, que projeta um encolhimento de 4,7% na economia este ano e com o mercado, que, segundo o relatório Focus, espera uma queda de 5,05% no PIB em 2020.