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Com trecho de reportagem de OVALE, Emicida lança documentário com reflexão sobre racismo na nossa sociedade

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Emicida
Emicida

Em um ano tão marcado pelo combate ao racismo, o rapper Emicida lançou na Netflix o documentário 'AmarElo - É tudo para ontem', que estreou no dia 8 de dezembro, com uma hora e meia de duração.

Produzido pelo Laboratório Fantasma, com a narração do próprio músico, o trabalho tem como tema centro o elo entre três dos grandes momentos da formação cultural brasileira: a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, o ato de fundação do MNU (Movimento Negro Unificado), em 1978, em pleno regime militar e o espetáculo de estreia do álbum AmarElo, do próprio cantor, no mês da Consciência Negra em 2019. A história chega até março e abril de 2020, já no auge da pandemia do novo coronavírus.

A produção mostra um show gravado por Emicida no Theatro Municipal de São Paulo, e que tem a passagem de artistas consagrados como Fernanda Montenegro e Zeca Pagodinho.

O trabalho ainda retrata diversos momentos de luta do povo negro no Brasil ao longo da nossa história.

Além disso, AmarElo ainda exibe um trecho da 'Batalha de Pinheirinho', de 2012, em vídeo feito pela reportagem de OVALE, durante a desocupação das casas do Pinheirinho, em São José dos Campos, que deixou mortos e feridos.

MÚSICA.

Paralelo ao documentário, o álbum lançado no ano passado ganhou, em 2020, o Grammy Latino na categoria "Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa". "Eu falei que via vocês no pódio. A vida sempre vence", escreveu nas redes sociais.

Emicida disse que o filme serve até como uma provocação.

"O filme funciona como uma grande provocação. Ele faz a gente se perguntar: 'por que essas informações [sobre figuras negras] não chegaram até nós?' Porque, se elas chegassem, nossa concepção a respeito do que é o nosso país seria completamente diferente", disse.

Teve vontade de ver? Lembre-se: é tudo para ontem.

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