O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, negou com veemência nesta sexta-feira que a decisão de suspender e de retomar logo depois os testes com a vacina chinesa CoronoVac tenha ocorrido por influência política.
"Não há poder absoluto dentro da agência. A Anvisa não deseja, não quer e passa longe de qualquer tipo de politização a respeito dessa questão ou de qualquer outra. Motivos técnicos levaram a essa decisão", disse o chefe da Anvisa.
Ele e o diretor do Instituto Butantan, que produz o imunizante, Dimas Covas, participam de audiência virtual da comissão mista do Congresso Nacional que trata de ações ligadas à pandemia do coronavírus, doença já matou mais de 164 mil brasileiros, de março para cá.
Torres disse que a decisão que suspendeu temporariamente a vacina foi tomada por 18 servidores da Anvisa, com experiência de 15 anos de prestação de serviço e com a "mais alta titulação acadêmica".