O Mãos à Obra, projeto capitaneado pelo OVALE, em parceria com a galeria de arte Victor Hugo, de São José dos Campos, com o objetivo de dar visibilidade aos artistas locais e ajudar o Gacc (Grupo de Assistência à Criança com Câncer), já arrecadou mais de R$ 175 mil em leilões de obras de artes nas últimas duas edições, realizadas em 2018 e 2019. Em 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus, o trabalho ficou comprometido, mas voltará com força em 2021.
Foram leiloadas, no período, mais de 100 obras de mais de 80 artistas do país inteiro e até alguns do exterior. Além disso, as obras que não foram vendidas ou leiloadas foram doadas para o hospital.
Em 2018, no primeiro ano do evento, foi doado ao GACC R$ 30.350 em obras de arte. Em dinheiro arrecadado no leilão, inicialmente foi entregue um cheque de R$ 42 mil e, no pós-leilão, o valor passou dos R$ 50 mil.
Em 2019, o projeto Mãos à Obra arrecadou R$ 20.649 com o valor das vendas do leilão e foi doado ao GACC em torno de R$ 65.180 em obras de arte.
No primeiro ano, foram 74 artistas participando do leilão, número que passou para 86 no ano seguinte, mostrando o sucesso da ação.
Todo o valor arrecadado no período foi revertido para o Gacc, que conta com doações para continuar mantendo o atendimento gratuito a crianças que precisam de tratamento contra diversos tipos de câncer. O hospital assiste cerca de 500 crianças.
“Esse ano nós não fizemos o leilão do Mãos à Obra. Tivemos vários problemas durante o ano, mas temos que manter a chama acesa para o ano que vem", disse o galerista Victor Hugo Rosa, lembrando os problemas com a pandemia do novo coronavírus, quando a galeria ficou cerca de quatro meses fechada.
No ano passado, até a primeira-dama de São Paulo, Bia Doria, participou do Mãos à Obra. Ela, que é artista plástica, fez a doação da escultura 'Bailarina da Natureza', feita em mármore e que demandou 35 horas de trabalho. A obra é avaliada em até R$ 40 mil.
Para Renata Serrano Rosa, gerente da galeria Victor Hugo, o espaço sempre teve um cunho social. "Para a galeria essa ação é importante por dois motivos: a gente sempre se importou com o lado social, se preocupou em ajudar algumas instituições. Então, o Mãos à Obra é uma ação que, para nós, conseguimos conciliar a questão social, ajudar o hospital do Gacc, e o outro ponto importante é conseguir movimentar a arte local. A gente reconhece que aqui no Vale temos artista excelentes, com excelentes técnicas e que nem sempre conseguem ter essa movimentação no mercado, por conta até dessa falta de galeristas trabalhando o nome deles. A gente consegue dar uma visibilidade nacional e internacional", disse.
"Mãos à Obra é uma corrente do bem, coloca a solidariedade na manchete, como a melhor notícia do dia e consolida o papel de OVALE, que vai muito além da missão diária de produzir o melhor conteúdo jornalístico da região. O papel do jornal também é atuar, com protagonismo, como um agente transformador da sociedade valeparaibana", afirmou Guilhermo Codazzi, editor-chefe de OVALE e idealizador do projeto.
OUTRO LEILÃO.
Em maio deste ano, a galeria realizou outro leilão, fora do Mãos à Obra, no qual 10% do valor arrecadado foi doado para o Gacc, um total de R$ 3.100.