A Rodovia dos Tamoios está em obras há quase 10 anos, desde quando o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou a duplicação do planalto.
Os trabalhos começaram em maio de 2012 nos 49 quilômetros de extensão do trecho de planalto, de São José dos Campos a Paraibuna. A duplicação custou R$ 672,4 milhões e foi concluída em janeiro de 2014.
Em outubro de 2013 deu-se a largada às obras dos contornos, que estão paralisadas. Por fim, a duplicação da serra demanda a mais complexa obra viária do país. Esse imenso canteiro de obras faz conexão direta com seu passado.
A estrada surgiu na cabeça de dois moradores do Vale do Paraíba há 90 anos, incomodados com a falta de ligação entre o planalto e o Litoral Norte e o atraso no desenvolvimento.
Em 1931, o coronel Edgard Pereira Armond, da Força Pública, percebeu a necessidade da estrada. Nascido em Guaratinguetá, ele se juntou ao engenheiro João Fonseca, de Paraibuna, para viabilizar a rodovia. Ambos são considerados os ‘pais’ da Tamoios, que só ganhou esse nome em 1978.
Em 1957, a estrada foi pavimentada, mas uma catástrofe em Caraguatatuba, em 1967, destruiu a serra.
Na década de 1970, o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) melhorou o traçado entre São José e Paraibuna. O trecho até a serra precisou ser reconstruído após a inundação da represa de Paraibuna.
O curioso é que parte da antiga Tamoios foi localizada por mergulhadores nos fundos da represa.