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Bolsonaro diz ter 'mofo' no pulmão e descarta relação com coronavírus

Por Da Redação |
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Presidente da República, Jair Bolsonaro, cumprimenta populares no Aeroporto Internacional Serra da Capivara de São Raimundo Nonato (PI)
Presidente da República, Jair Bolsonaro, cumprimenta populares no Aeroporto Internacional Serra da Capivara de São Raimundo Nonato (PI)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou na noite desta quinta-feira quinta-feira, 30, durante transmissão ao vivo no Facebook, que tem “mofo no pulmão” após ter contraído a covid-19. A declaração gerou repercussão nas redes sociais.

De acordo com Bolsonaro, ele realizou exames de sangue após sentir “um pouco de fraqueza” na quarta-feira, 29, e os testes encontraram “um pouco de infecção” no pulmão e, por isso, o presidente teria passado a tomar antibióticos.

O presidente admitiu sentir efeitos pós covid-19, mesmo tendo usado cloroquina, droga defendida por ele como eficaz contra o coronavírus. A Organização Mundial da Saúde, e diversos especialistas no mundo contestam a versão de Bolsonaro, que enquanto estava infectado chegou a oferecer cloroquina para emas no planalto.

“Acabei de fazer um exame de sangue, né, tava com um pouco de fraqueza ontem. Acharam um pouco de infecção também. Tô agora no antibiótico, deve ser… Depois de 20 dias aí dentro de casa a gente pega outros problemas, né? Peguei mofo aí, mofo no pulmão, talvez, deve ser. E amanhã, barra pesada porque a temperatura em Bagé tá zero graus”, disse Bolsonaro.

Segundo os médicos, a experiência com o coronavírus mostra que infecções no pulmão pós-covid-19 são previsíveis em muito casos. Mesmo após a cura da doença, não estão descartadas complicações, que podem levar o paciente a quadros graves.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República foi questionada sobre as declarações de Bolsonaro no Facebook, mas disse que não irá se manifestar.

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