A Operação Lava Jato em São Paulo teve baixa de oito procuradores nesta quarta-feira. Todos eles pediram demissão do trabalho na força-tarefa que apura casos de corrupção no país, em mais um revés para a operação.
O ofício assinado pela equipe foi enviado para o procurador-geral da República, Augusto Aras. Entre os desfalques, está o da coordenadora do grupo, Janice Ascari. A decisão é uma resposta a divergências com uma procuradora com quem eles compartilham a divisão do Ministério Público Federal em São Paulo responsável por casos da operação.
No documento enviado ao PGR, os procuradores alegam “incompatibilidades insolúveis com a atuação da procuradora natural dos feitos da referida força-tarefa”. Em sindicância interna encaminhada à Corregedoria Geral, os membros do MPF (Ministério Público Federal) já teriam exposto a razão para o desligamento.O procuradores.
Entre os casos sob responsabilidade da força-tarefa em São Paulo está o de Paulo Vieira Souza, o 'Paulo Preto', que é de Taubaté e é ex-diretor da empresa estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário). Paulo Vieira de Souza já foi condenado pela Justiça Federal em São Paulo a mais de 145 anos de prisão por ter comandado esquema de desvio de verbas públicas.