Em meio ao ‘tsunami’ em que se transformou a segunda onda da Covid-19 no Vale do Paraíba, em janeiro, a última semana traz finalmente uma boa notícia.
Houve queda de 3% na quantidade de mortes registradas em sete dias, o que não acontecia desde a semana encerrada no Natal.
De 22 e 29 de janeiro, a região acumulou 134 óbitos em decorrência da doença, contra 138 no período anterior, de 15 a 22.
É uma queda percentualmente baixa, mas a primeira das últimas cinco semanas, que registraram aumento de até 104% no total de novas mortes em sete dias.
Na média móvel de 14 dias, porém, a região segue com tendência de alta nas mortes por Covid-19, que cresceram 33%: 204 para 272 óbitos.
Já a quantidade de novos casos, na mesma comparação, aumentou 12,7%, passando de 17.585 para 19.824 no período acumulado de duas semanas.
Na média móvel semanal, os casos subiram 7,6% na semana encerrada na sexta (29), com 10.278 diagnósticos positivos contra 9.546.
Janeiro superou todos os indicadores dos meses anteriores e se tornou o maior pico da pandemia do novo coronavírus no Vale.
São 37.487 casos confirmados de um total de 113.634 de toda a pandemia, 33% da totalidade e média diária de 1.250 novos casos.
As mortes acumulam 476 registros em janeiro de um total de 2.155 desde o inicio da pandemia, o que representa 22% do total. No primeiro mês de 2021, a média é de 16 mortes por dia.
Outro indicador com números preocupantes é o das internações. A RMVale acumula 3.438 pessoas hospitalizadas por Covid-19 apenas em janeiro, 17,4% do total de 19.705 internações em toda a pandemia.
A média diária de pessoas hospitalizadas em janeiro é a maior da pandemia, com 115 internações contra 91, em julho, até então o recorde da região.
Atualmente, segundo o governo estadual, a região tem o maior número de internações por 100 mil habitantes de todo o estado (72,5) e também uma das maiores taxas de ocupação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid, com 80,9%.
“Gostaria de reforçar que o apoio da população é fundamental para que possamos conter a pandemia, seguindo as medidas restritivas adotadas pelo estado”, disse Patrícia Ellen, secretária estadual de Desenvolvimento Econômico.