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Rescisão do acordo entre Embraer e Boeing divide opiniões

Por @Da redação |
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Aviação. Avião comercial feito pela Embraer sobrevoa pátio durante festa dos 50 anos da empresa, em 2019; Embraer aguarda confirmação do acordo com americana Boeing
Aviação. Avião comercial feito pela Embraer sobrevoa pátio durante festa dos 50 anos da empresa, em 2019; Embraer aguarda confirmação do acordo com americana Boeing

A rescisão do acordo comercial entre a Embraer e a Boeing, anunciada neste sábado (25) pela companhia norte-americana, dividiu opiniões no Vale do Paraíba e no país.

Nas redes sociais, sindicatos e políticos de centro-esquerda comemoraram a decisão.

Já o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), lamentou a rescisão do acordo.

Escreveu ele em sua página numa rede social: “Em meio à crise e à Pandemia Mundial, Boeing desiste de comprar a Embraer. Vitória para todos aqueles que torciam contra esta parceria, PT, PSTU, Sindicato dos Metalúrgicos etc”.

“Em minha opinião, uma péssima notícia para cidade. Boeing rescinde acordo para comprar área da aviação comercial da Embraer.”

Já o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Weller Gonçalves, lembrou que a entidade movia campanha contra a venda da Embraer.

“É uma vitória dos trabalhadores e do povo brasileiro não ter se concretizado essa joint venture entre a Embraer e a Boeing. Desde o começo, o sindicato fez ampla campanha contra”, disse ele.

“A desistência prova o que o sindicato vinha falando: o governo federal autorizou a entrega de ‘mão beijada’ e, na primeira crise, a Boeing virou as costas para a Embraer. Imagine se tivesse concretizado essa transação comercial?”.

Segundo Gonçalves, o sindicato defende a reestatização da Embraer e a manutenção dos empregos na fabricante, mesmo com “crise mais acentuada pela Covid-19”.

“A Embraer tem que garantir estabilidade para todos os trabalhadores e, se ameaçar demitir, tem que ser reestatizada”, disse.

O secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, criticou a postura do sindicato. Ele era favorável ao negócio entre a Embraer e a Boeing.

“Sindicato dos Metalúrgicos de São José na contramão da modernidade, fala de reestatização da Embraer. É uma manifestação do atraso contra a livre iniciativa. É um absurdo”, escreveu numa rede social.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), partido que havia entrado com uma ação na Justiça para barrar a negociação, comemorou o fim do acordo: “Importantíssima vitória em meio a tanta tragédia e crise”.

O economista e pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Marcio Pochmann, escreveu no Twitter que a “venda da Embraer se mostrou um péssimo negócio para o Brasil e ótimo para a Boeing”. E completou: “Atualmente em estágio pré-falimentar, a Boeing tem dificuldade de até pagar pelas ações que adquiriu da Embraer”.

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