No começo da pandemia da Covid-19, o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que o Brasil teria, no máximo, umas 800 mortes pela doença.
Um ano depois, o país atingiu a triste marca de 300 mil mortes nesta última quarta-feira (24). Na quinta-feira, foram quase 100 mil casos em apenas um único dia.
Turbinados pelas novas variantes, bem mais contagiosas, e pela falta de obediência das pessoas em cumprir isolamento social e fazer uso de máscaras, os números crescem cada vez mais.
No início da última semana, pela primeira vez desde o início da pandemia, o Brasil passou da marca de 3.000 mortes em um único dia.
No estado de São Paulo, o número diária passou dos 1.000 casos de óbitos.
Se antes esse número assustava quando atingia o Brasil todo, agora vale para apenas um único estado.
Observando apenas a média móvel, que está acima dos 2.200 casos, nos últimos 60 dias, o país registra uma média superior a 1.000 mortes por dia, sendo que há mais de 20 dias, este número não baixa 1.500 mortes registros diários. Há mais de dez dias, essa média passou dos 2.000.
Hoje, o Brasil é o país que registra o maior número de mortos por dia. No total, desde o início da pandemia da Covid-19, o país está atrás apenas dos Estados Unidos.
Por lá, aliás, a situação melhorou nos últimos meses com o aumento do distanciamento social e, principalmente, com o início da vacinação de massa na população, incluindo os mais jovens, que já estão recebendo suas doses.
IMUNIZAÇÃO.
Estudos recentes realizados mostram que 80% das mortes que ocorreram até agora em 2021 poderiam ser evitadas se houvesse vacina para todos, ao mesmo tempo que é importante considerar a subnotificação dos casos, ou seja, o número real de vítimas e de casos, pode ser muito superior aos registrados.
Falta de cilindros de oxigênio como 'maior gargalo', aponta ministério
A falta de cilindros de oxigênio para pacientes que fazem o tratamento contra a Covid-19 é apontada pelo Ministério da Saúde como o "maior gargalo" neste momento da pandemia, principalmente para atender unidades de saúde no interior do país e também em pequenos hospitais. O secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Luiz Otávio Duarte, disse em audiência pública na Câmara dos Deputados que foi feito um alerta aos secretários estaduais de Saúde que cobrassem das empresas contratadas um plano de contingência. Segundo ele, o ministério não tem informações detalhadas dos contratos para fornecimento de oxigênio e toda hora há uma 'surpresa'. "Há uma grande dificuldade de mapear o Brasil como um todo (..) Eu acho muito importante neste momento de pandemia uma integração do setor público e do setor privado, nós temos que andar juntos", afirmou o secretário..