A fase emergencial do Plano São Paulo não surtiu o efeito esperado no Vale do Paraíba e a região tem taxa média de isolamento de 10,5% abaixo do índice mínimo.
Considerando apenas a fase emergencial, desde 15 de março, a região tem média de 45% de isolamento, portanto abaixo do mínimo de 50% recomendado pelo Centro de Contingência ao Coronavírus de São Paulo para conter o coronavírus.
A média só não foi pior em razão de o Vale ter conseguido média de 50% de isolamento no domingo (28), o maior índice para um final de semana desde 2 de agosto do ano passado, quando a região teve 51% de isolamento.
O indicador mostra quanto a população do Vale não tem aderido ao isolamento social recomendado pelo governo estadual nas fases mais restritivas do plano.
Atualmente na fase emergencial, com 45% de isolamento médio, a região tem praticamente a mesma média de quando estava na fase verde, entre outubro e novembro do ano passado, quando tinha 42%.
Nas fases amarela e laranja, a média permaneceu em 42% e subiu para 44% na fase vermelha, passando a 45% na emergencial. É um aumento muito baixo diante das expectativas do governo estadual, que esperava taxas de isolamento acima de 50% e até de 60% na região para conter a pandemia.
O quadro ainda é pior quando se analisa a taxa média da região no período da primeira quarentena decretada pelo Estado, em 24 de março de 2020. Naquela época, o Vale registrou média de 58% de isolamento, bem acima do atual índice da fase mais restritiva do plano.
Das 11 cidades da região monitoradas pelo Simi (Sistema de Monitoramento Inteligente), do governo estadual, cinco não superaram a taxa mínima de isolamento neste domingo e ficaram entre as piores do Estado, cujo ranking traz os 139 maiores municípios paulistas. São elas: Guaratinguetá (46%), Cruzeiro (46%), Pindamonhangaba (46%), Jacareí (47%) e Taubaté (47%).
Os municípios que conseguiram registrar e até superar a taxa mínima foram Caçapava (50%), Caraguatatuba (51%), Lorena (51%), Campos do Jordão (51%), São José dos Campos (54%) e São Sebastião (63%). O índice de São Sebastião levou a cidade ao quinto lugar do ranking do estado.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patricia Ellen, a taxa de isolamento precisa aumentar para conter o avanço da pandemia. “Precisamos reduzir mais a circulação no estado. Estamos monitorando indicadores de aglomeração e fizemos parceria com empresas de dados e tecnologia para verificarmos por setor”.
“O Plano SP traz modelo de gestão e convivência com a pandemia. Estamos reduzindo a circulação ao mesmo tempo em que mantemos as atividades econômicas girando com segurança”, completou.