Mais de 50 dias após o crime que ceifou a vida da professora Priscila Tatiana Gonçalves de Almeida da Silva, familiares e amigos puderam se despedir do corpo da jovem em velório realizado nesta quinta-feira (10) em São José dos Campos. Para o pai, a cerimônia representou um 'alívio', depois de tanto sofrimento.
O feminicídio ocorreu ainda no dia 17 de julho, quando a professora fez seu último contato por telefone com a família enquanto fazia compras em um supermercado na região leste da cidade, mas não retornou desde então. Ela foi levada por seu ex-companheiro, de 34 anos, até São Paulo (SP), onde teria sido morta após uma discussão. O homem foi preso em agosto, suspeito da morte. Juntos, os dois tiveram dois filhos.
A preparação do velório ocorreu após o resultado do exame de DNA confirmar que o corpo encontrado era o da vítima, na última semana. À época do crime, ele não pôde ser identificado por meios visuais ou por meio da arcada dentária, devido às avançadas condições de carbonização
Após a cerimônia de sepultamento, Rodolfo Almeida da Cruz, pai da vítima, afirmou que a despedida foi ainda mais dolorida pelo tempo que levou a acontecer.
"É o minimo que a gente podia fazer pela pessoa, por um ser humano igual a minha filha, para fechar um ciclo de sofrimento que já estava demorando 53 dias", afirmou. "O sentimento é de até alívio, essa coisa terrível, a gente não pode esquecer que foi terrível. Não foi uma morte natural, não foi um acidente também", continuou.
O suspeito do crime esteve com Priscila por cerca de 10 anos, e segundo o pai, apresentava um comportamento ciumento e de possessividade. O crime ocorreu pouco tempo após a separação do casal.
"Não é só a minha filha, infelizmente. Nunca foi, antes dela já teve, mas tem que mudar", disse Rodolfo, em protesto à violência contra a mulher.
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