A CPI da Covid, no Senado, ouve nesta quinta-feira o empresário Cristiano Alberto Hossri Carvalho, representante da Davati Medical Supply no Brasil. A empresa, que diz ser representante da AstraZeneca, está envolvida em susposto caso de propina para compra de vacinas. De acordo com o policial militar, Luiz Paulo Dominghetti, que também afirma representar a Davati no país, o Ministério da Saúde teria pedido US$ 1 por cada dose de vacina que seria comprada.
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Em seu depoimento à CPI, Dominghetti disse que Carvalho fez um acordo verbal com ele para que negociasse a vacina com o Ministério da Saúde em nome da empresa. A Davati havia oferecido 400 milhões de doses da AstraZeneca. Antes do PM entrar nas negociações, ele afirmou que quem estava à frente das conversas era o único representante oficial da empresa, Carvalho.
Carvalho recebeu um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe dá direito a não responder responder a perguntas que possam o incriminar. Na decisao, no entanto, o presidente da Corte, Luiz Fux, fez uma ressalva que o direito ao silêncio não é absoluto e que ele pode ter que prestar informações sobre fatos que testemunharam.
Antes do depoimento do empresário, os senadores vão votar requerimentos, entre eles, o pedido de compartilhamento de informações da CPMI das Fakes News, além dos autos de investigação e material sigiloso colhido pela comissão parlamentar mista de inquérito.