A advogada trabalhista Ci Borges e o cientista social Moacyr Pinto, ambos de São José dos Campos, lançaram no último final de semana o livro 'Diálogos na Pandemia', que tem 152 páginas.
Como duas pessoas maduras, esclarecidas e com histórico de compromissos com as lutas sociais, já consideradas em idade de risco, poderiam suportar, sem reagir, conviver com os desafios de todo tipo e as ameaças, inclusive de morte, representadas pela chegada do Coronavirus no Brasil?
Colocados diante desse desafio, um casal de velhos amigos, há muito acostumados a conversar e trocar informações variadas pelo “whatsapp”, Ci Borges e Moacyr Pinto, evoluíram, conforme o assunto pandemia foi se impondo na sociedade, da tentativa de contribuir para o grande debate nacional, relativo aos componentes sanitários, políticos, econômicos e culturais, para os familiares e até pessoais, porque a realidade assim o exigiu, durante o ano que passaram trocando as mensagens que resultaram no livro.
Sob ameaça de morte, com a sanidade física e o estado emocional abalados, tomaram a decisão de reagir com as armas que sempre estiveram acostumados a usar ao longo das suas vidas, forjadas na correria da luta pela sobrevivência e nos princípios da justiça, da solidariedade humana e em defesa da vida. Reconhecendo a força e a natureza diferenciada, além da longevidade do inimigo, decidiram não sucumbir e driblar as tristezas, travando com ele um embate nos campos da arte e da cultura. Foi daí que surgiram as ideias, primeiro do registro dos diálogos entre ambos e depois da publicação do livro.