Após atingir a máxima de R$ 5,28 nesta quarta-feira, o dólar comercial recuou com a divulgação da ata do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) e às 16h estava cotado a R$ 5,22, uma alta de 0,33% em relação ao fechamento do dia anterior. O Ibovespa, principal índice da B3, por outro lado, intensificou o ritmo de alta e chegou a superar os 127 mil pontos nesta tarde, com uma valorização de 1,61%.
De acordo com a ata divulgada às 15h desta quarta-feira, as autoridades do Federal Reserve que se reuniram em junho avaliaram que o objetivo de mais progresso substancial da recuperação dos Estados Unidos ainda não foi atingido de forma geral, embora esperem que os avanços continuem.
Para o mercado, essa é uma sinalização de que, pelo menos por enquanto, haverá uma continuidade da política monetária de juros zerados nos EUA.
Em nota, Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, afirmou que "a antecipação do fim dos estímulos à economia nos Estados Unidos seria ruim para os emergentes e tenderia a aumentar a pressão sobre o câmbio desses países".
Várias autoridades regionais do Fed disseram sentir que a economia está perto do ponto em que o banco central deve recuar. Entretanto, algumas delas indicaram que ainda podem demorar várias reuniões para que se desenvolva e anuncie um plano de redução das compras de ativos.
As próximas duas reuniões do Fed estão marcadas para 27 e 28 de julho e 21 e 22 de setembro. Nesse ínterim, o banco central vai realizar sua conferência em Jackson Hole, Wyoming, evento que os chefes do Fed muitas vezes usaram para sinalizar mudanças na política monetária.
A Vale (VALE3) apresentava alta de 1,27% no início da tarde, assim como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN3), que subia 2,69%.
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiam 0,8% por volta das 13h, enquanto as ordinárias (PETR3) tinham alta de 0,56%.
Petróleo volta a cairApós abrirem o dia em alta e chegarem até mesmo a reverter as perdas de terça-feira, os preços do petróleo voltaram a cair no início da tarde desta quarta-feira, enquanto as nações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) continuam sem chegar a um acordo sobre a produção da commodity.
Por volta das 13h, o WTI, negociado em Nova York, registrava queda de 1,71%, a US$ 71,76, enquanto o Brent, referência mundial de preço do petróleo, caía 1,38%, cotado a US$ 73,15.
A reunião da Opep+, que foi prorrogada na semana passada devido a divergências entre os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, terminou na segunda-feira sem um acordo para ampliar os limites de produção de petróleo sob o acordo de corte de produção do cartel.
Shell vai aumentar retorno a acionistasA petroleira Shell vai ampliar os retornos a acionistas por meio de recompras de ações ou dividendos antes do esperado, após uma forte alta nos preços do petróleo e gás há alguns dias ter ajudado a companhia a reduzir sua dívida, disse a empresa anglo-holandesa nesta quarta-feira.
A partir do segundo trimestre, a Shell aumentará a distribuição a acionistas para um nível de 20% a 30% do fluxo de caixa de suas operações, informou a companhia em comunicado ao mercado antes de publicar seu balanço trimestral.
O movimento, que ocorre antes do que muitos analistas esperavam, deve-se a "fortes resultados operacionais e financeiros, combinados a uma melhora no cenário macroeconômico".
A Shell havia afirmado anteriormente que ampliaria os retornos a acionistas assim que sua dívida líquida recuasse para menos de 65 bilhões de dólares. A empresa disse nesta quarta-feira que vai "retirar" a meta, sem especificar se a atingiu.
"A Shell espera ter reduzido sua dívida líquida no segundo trimestre, embora a extensão dessa redução seja moderada por movimentos de capital de giro", afirmou a companhia.
O aumento nos retornos aos acionistas "é um marco importante, que ressalta a força da proposta de fluxo de caixa livre da Shell e transmite uma mensagem importante ao mercado", disse em nota o analista Christyan Malek, do JP Morgan.
Bolsas no exteriorAs bolsas norte-americanas apresentam tendência de alta nesta quarta-feira. Por volta das 13h, o índice Dow Jones subia 0,14%, enquanto o S&P apresentava alta de 0,21% e, a Nasdaq, de 0,15%.
"No cenário internacional, em meio a discussões sobre um imposto mínimo corporativo, os Estados Unidos aumentam a pressão contra o projeto da União Europeia de imposto sobre empresas digitais. O governo de Joe Biden defende que este entraria em conflito com a promessa feita pelo bloco de evitar novos impostos corporativos punitivos enquanto as negociações sobre um acordo tributário global estão sendo finalizadas, e deve utilizar o encontro de ministros de finanças/economia do G-20 nesta sexta-feira para alavancar sua agenda", informou relatório da XP.
Na Europa, a Bolsa de Londres sobe 0,71%, enquanto em Frankfurt e Paris as altas estão em 1,17% e 0,31%, respectivamente.
Na Ásia, por outro lado, as bolsas estão em queda. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caía 0,96% por volta das 13h, enquanto Hong Kong registrava queda de 0,40%. O índice CSI 300, das principais ações negociadas na Bolsa de Valores de Xangai e na Bolsa de Valores de Shenzhen, na China, por outro lado, registrava alta de 1,41% no início da tarde.