Este mantra (controle da mente) que transplantaram para o debate político-eleitoral no último decênio, o "nós contra eles", transformou adversários políticos em inimigos. E colocou-nos numa situação dos países quando termina a política: no meio de uma guerra. Um vale-tudo! E quem sofre com isto é sempre a população, que não faz parte deste embate, não é "nós" nem "eles". O povo apenas quer dias melhores para o País e para a sua família.
É reconhecido que colocaram o Brasil na maior recessão econômica de sua história agravando os problemas sociais com a política adotada. Com a mudança parcial de governantes a população já sente que a situação econômica se estabilizou, com o controle da inflação e um Produto Interno Bruto (PIB) voltando a crescer. Agora chega o momento de colocar de lado os extremismos políticos e os populismos político-eleitorais, e pensar no que é melhor para o Brasil a partir de reformas ainda possíveis e, principalmente, das eleições de 2018.
As redes sociais possuem um papel muito importante na circulação de ideias e propostas. Desde que não sejam dominadas por fake news e o eleitor não caia na crendice das soluções fáceis e sem sacrifícios. Mas eleição é um contrato firmado entre o eleitor e o eleito em que se paga à vista e se recebe a prazo, mas com tempo de validade.
O verdadeiro protagonista deve ser sempre o cidadão, que não pode abrir mão do seu direito de participar das decisões e de cobrar dos eleitos o respeito ao contrato firmado..